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Aladdin


É sempre tão quente e faz com que a gente se sinta tão beeeeeeeeem. 



Olá, Starters!

Tudo bem com vocês? Espero que sim!

(Esse bordão está melhor?) 

Finalmente estamos no ar! Foi corrido, enfretamos um monte de coisa, mas conseguimos. Fui incubido de iniciar os trabalhos por aqui e não poderia estar mais feliz, animado e também nervoso. Espero que juntos possamos construir uma boa relação e discutir sobre os mais diversos temas. Sintam-se em casa e lembrem-se que qualquer comentário é sempre bem vindo e estamos disponíveis para vocês também em nossas redes sociais. É só navegar pelo site que irão encontrar todos os detalhes. Mas chega de enrolar! Vamos para a crítica de hoje. Por favor, sejam bonzinhos. :)

Eu demorei demais pra assistir o live-action de um dos desenhos mais conhecidos da Disney. Vocês provavelmente já viram pelas redes sociais o meme do Hommer dos Simpsons em um bar cercado de pessoas que falavam sobre o mesmo assunto: Esse era Gabriel com relação à Aladdin. Felizmente, consegui assistir e agora estou aqui pra bater um papinho com vocês sobre a experiência que foi.

  • Título Original: Aladdin
  • Direção: Guy Rithie
  • Data de lançamento: 24 de maio de 2019 
  • Gênero: Fantasia, Romance
  • Distribuidora: Walt Disney Studios Motion Pictures
  • Duração: 2h10 min
  • Sinopse: Um jovem humilde descobre uma lâmpada mágica, com um gênio que pode lhe conceder desejos. Agora o rapaz quer conquistar a moça por quem se apaixonou, mas o que ele não sabe é que a jovem é uma princesa que está prestes a se noivar. Agora, com a ajuda do gênio, ele tenta se passar por um príncipe para conquistar o amor da moça e a confiança de seu pai.


Pra quem viveu a infância e adolescência nos anos 90 certamente se lembra sobre a história do ladrão que encontra uma lâmpada mágica e um gênio divertido. Juntos os dois se juntam em uma aventura incrível enquanto tenta conquistar o coração da jovem princesa de Agrabah. Nos tornamos adultos e graças a sábia decisão de Disney em transformar seus desenhos famosos em produções hollywoodianas temos a oportunidade de mais uma vez revisitar os becos, vielas, palácios e as noites mágicas da Arábia de Aladdin. 


Foto: Reprodução | Walt Disney Studios Motion Pictures
O longa chega às telonas com seus personagens reinventados e coerentes com uma proposta super atual e importante, mas sem perder os famosos elementos pelos quais a animação se tornou conhecida. O live-action sofreu modificações e traz na frente da batalha contra o poderoso feiticeiro Jafar ninguém menos que a princesa Jasmine, mais ativa e empoderada do que nunca. O filme foi capaz de despertar as mesmas sensações que tive quando assisti durante minha infância nas já extintas fitas cassete. Guy Ritchie cumpre seu papel como diretor e mostra que fez o dever de casa direitinho, trazendo diversas cenas que são exatamente idênticas ao desenho. Durante as 2h e 10 minutos em que o filme é exibido, voltamos a ser crianças enquanto acompanhamos a saga do ladrão humilde, seu macaco de estimação, um tapete voador e o gênio da lâmpada.

Obviamente, o grande destaque do filme vai para sua excelente trilha sonora. A equipe responsável trouxe a trilha sonora original do desenho, atualizadas e com novos instrumentais, além da adição de novos números musicais, como a música cantada pela princesa Jasmine. Iremos comentar mais na frente sobre ela em detalhes. Tive a oportunidade de  ouvir a trilha sonora em inglês e português e ambas são excepcionais; se houvesse um rank para as trilhas sonoras da Disney, Aladdin certamente estaria no topo com facilidade. As músicas são embaladas por belíssimas cenas repletas de efeitos visuais e de detalhes trazendo o melhor das Arábias. Os números se completam com coreografias muito bonitas e bem executadas. Todos os elementos "conversam" muito bem e transformam as músicas em verdadeiros espetáculos grandiosos. A direção de arte e efeitos especiais do filme estão de parabéns. 

Foto: Reprodução | Walt Disney Studios Motion Pictures

Ainda falando sobre a trilha sonora, outro detalhe que reparei enquanto ouvia as versões originais é que as músicas interpretadas por Will Smith foram todas cantadas em tom de hip hop e rap, ainda que de maneira discreta, inseridos com as rimas, instrumentais e a vibe das canções.  Acho importante destacar esse detalhe pois fica muito claro o profissionalismo do ator que foi capaz de criar algo que representasse sua identidade inserido no contexto do filme. Fora que as músicas são uma delícia de escutar, não é mesmo? Não saio da playlist oficial do longa no Spotify de jeito nenhum. :)


O filme é repleto de cenas muito bonitas e bem executadas e gostaria de comentar uma em específica: A cena em que Jasmine canta a música “Ninguém Me Cala/ Speechless”. A música possui uma poderosa mensagem e a cena é muito bonita e bem executada, mas é bem lúdica e estranha, eu diria. Num primeiro momento eu não gostei, no entanto, conversando com minha irmã, ela me apresentou uma visão diferente da cena que até então eu não havia percebido: Ao ser presa pelos guardas, Jasmine poderia ficar quieta e acatar as ordens do vilão Jafar. Quando a personagem começa a entoar os poderosos versos da canção Não vou chorar / Eu tenho que ser firme / E podem tentar / Tentar me silenciar / Ninguém me cala / Todas querem me ver quieta / Sei que tudo me afeta / Eu cansei, ninguém mais me cala, é demonstrado a força da voz feminina em que se pode mudar o atual estado em que as coisas se encontram. Em outras palavras, a cena é uma metáfora que demonstra que a voz da mulher faz toda a diferença e de que nada adianta ser reativa. É uma visão muito interessante e mudou bastante a minha opinião com relação à cena; a música em si é impecável e eu simplesmente amei a inclusão da mesma na trama, acredito que a mudança na personalidade de Jasmine só teve a acrescentar no filme; foi muito satisfatório ver uma princesa forte e independente. Obrigado, Gabi. :)

Não posso falar muito sobre a dublagem do longa, uma vez que ainda não tive a oportunidade de assistí-lo em seu idioma original. Logo de cara eu odiei a dublagem da Jasmine. A voz utilizada não combina com a personagem e muito menos com a dos demais personagens, principalmente nas músicas. Ao escutar a trilha sonora em inglês, é perceptível a diferença entre as canções e a maneira com que as vozes do casal principal se complementam, trazendo versões coesas e agradáveis das canções. Já em português fica um pouco mais difícil de gostar, apesar das letras serem muito bonitas. Não sei se seria possível para a Disney utilizar os dubladores originais do desenho, já que os mesmos são muito bons. 

Foto: Reprodução | Walt Disney Studios Motion Pictures

Em pleno 2019 em que um elenco estrelar chegou às telonas em uma das batalhas mais épicas do mundo do cinema, Alladin chega de maneira discreta, com nomes quase desconhecidos e atores das mais diversas etnias para a composição de seu elenco. A Disney provou que grandes nomes do cinema e cachês exorbitantes não são necessários para conquistar o público. Nesse ponto, tem gente de todas as partes do mundo: Mena Massoud que vive o Aladdin é egípcio-canadense, Naomi Scott (Jasmine) é britânica com origens indianas, Marwan Kenzari (Jafar) é tunisiano e alemão, e Nasim Pedrar e Navid Negahban (a criada da Jasmine e o Sultão, respectivamente) são iranianos. Em uma entrevista que li do diretor para a montagem dessa crítica, ele pensou exatamente em trazer as pessoas certas para viverem esses personagens tão emblemáticos e, segundo ele, foi o principal motivo para a demora na produção do longa: A escolha do elenco.  Em meio a nomes pouco conhecidos, eis que surge um tal de Will Smith (tenho certeza que você já ouviu falar dele, não é mesmo?). O ator deu vida ao Gênio da lâmpada e durante os meses de pré-produção do longa, acompanhamos as diversas críticas geradas pela escolha do ator. Segundo o próprio Will disse em uma entrevista, ele havia pensado em não aceitar interpretar o personagem eternizado por Robin Williams. Aparentemente Will abraçou o desafio e transformou cada crítica em uma atuação impecável, divertida, carismática e poderosa. O gênio rouba a cena e por vários momentos você até se esquece que a história não é sobre ele. O ator brilha no papel e trás um gênio às alturas do nosso inesquecível Robin. 

Foto: Reprodução | Walt Disney Studios Motion Pictures


Naomi Scott que dá vida a princesa Jasmine chega devagarzinho mas conquista o público junto com Will. Os dois carregam facilmente o filme nas costas com suas atuações excepcionais. A atriz veste a personagem e traz uma princesa ainda melhor que a do desenho. O roteiro foi adaptado e modernizado de forma a trazer uma princesa preocupada com seu povo e querendo governar Agrabah em prol das classes mais pobres. A mudança agradou o público, afinal a mentalidade agora é outra e ninguém engole mais essa história de uma mocinha indefesa. Como citei anteriormente, a canção feita especialmente para a princesa é poderosa e passa a mensagem perfeita sobre independência, protagonismo e sobre assumir suas responsabilidades. A personagem se apaixona por Aladdin, mas não tem no mesmo a visão de proteção e salvação, muito pelo contrário. Ela, por sua vez, é sua própria heroína, disposta a enfrentar os perigos em nome do que acredita e disposta a enfrentar as consequências por seus ideais, sem precisar se escorar em ninguém. A mudança no pensamento da princesa se torna um dos pontos mais fortes da adaptação. 

Foto: Reprodução | Walt Disney Studios Motion Pictures
Se por um lado, Naomi e Will representam a parte forte do elenco, o mesmo não se pode dizer sobre Mena Massoud e Marwan Kenzari, que vivem Aladdin e JaFar, respectivamente. No caso de Mena, senti que ele poderia ter feito um Aladdin mais dinâmico e expressivo. Sua atuação é regular, mas não se destaca, ainda mais com personagens tão bem construídos como é o caso do Gênio e da Jasmine. O mesmo vale para Marwan. O vilão do desenho possui uma das represntações mais emblemáticas da Disney e confesso que me decepcionei muito com o vilão apresentado para o longa. A caracterização do mesmo não foi boa e mesmo com o destaque das cenas finais, senti que o filme trouxe uma versão reduzida e menos poderosa do feiticeiro ambicioso.


Em um panorama geral, Aladdin possui mais pontos fortes do que fracos. É um filme muito lindo, esteticamente falando. Em cada cena se torna perceptível o cuidado das equipes para trazer o melhor para o live-action. Saí do cinema muito feliz e satisfeito com as mudanças altamente coerentes realizadas pela Disney. Fizeram um ótimo trabalho e entregaram um filme atual, responsável, consciente e, acima de tudo, divertido. O filme é muito coeso e possui um ritmo que se mantém linear até o final, em que a história se desenvolve com início, meio e fim. Acredito que com o sucesso e a repercusão positiva que o filme está gerando, certamente a Disney já está pensando em adaptar a sua continução. Que venha O Retorno de Jafar! 


Foto: Reprodução | Walt Disney Studios Motion Pictures


Mal podemos esperar. 

Nota: 4,5/5,0 

Você sabia?


  • Em sua versão brasileira, o gênio foi dublado por Márcio Simões, dublador original do desenho, enquanto o Aladdin foi dublado por Daniel Garcia, mais conhecido como a cantora drag Gloria Groove.

  • A maior parte dos cenários utilizados para as gravações foram criados em estúdio, no entanto, também foram gravadas cenas no Marrocos e na Jordânia.

  • Para gravar as cenas para o número de Um Mundo Ideal, os atores passaram duas semanas utilizando uma estrutura montada especialmente para imitar os movimentos que o tapete mágico faz.


É isso, gente! Espero que vocês tenham gostado e aproveitado a nossa primeira resenha. Caso vocês ainda não saibam (vocês nem viram espalhados por todas as redes sociais), mas nossos posts serão sempre às quartas e sábados, às 10h da manhã.

Fiquem ligados pra não perder nenhum detalhe, tenham certeza que estamos preparando coisas muito legais para vocês!

Até a próxima.





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