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American Crime Story: The Assassination of Gianni Versace










Olá, Starters!

Tudo bem com vocês? Espero que sim!

Para quem não me conhece, amo produções de suspense, terror e investigativas. Sejam em filmes, séries, documentários ou, principalmente em livros, estou sempre buscando coisas do gênero. Recentemente minha atenção se voltou a um outro estilo em específico, na qual essa resenha se baseia: True Crime, que são relatos (ainda que possuam dramatizações e adaptações) de histórias de assassinatos reais. O tema me despertou grande interesse e em buscas na internet em produções do gênero, me aparece a série American Crime Story que une todos esses elementos em um formato antológico, ou seja, cada temporada é focada em um tema específico com começo, meio e fim. A segunda temporada do show criada por Scott Alexander e Larry Karaszewski e co-assinada por Ryan Murphy (produtor de American Horror Story) é voltada para a caçada policial de Andrew Cunanan, que matou ao menos 5 pessoas, dentre eles, o renomado estilista Gianni Versace, morto nas escadas de sua mansão em Miami em 15 de julho de 1997.

  • Título Original: American Crime Story: The Assassination Of Versace
  • Data de exibição: 17 de janeiro de 2018 – 21 de março de 2018
  • Gênero: Suspense, crime, investigativo
  • Distribuidora: FX
  • Criadores: Scott Alexander, Larry Karaszewski
  • Número de episódios: 9 episódios | 60 minutos
  • Sinopse: A segunda temporada da série antológica conta a história de como Andrew Cunanan se tornou um serial killer e explora o crime de assassinato do icônico designer Gianni Versace ocorrido em 1997. A trama acompanha a obsessão de Cunanan pela sua futura vítima e narra todos os eventos até o dia do assassinato de Versace. A série foi baseada no livro Favores Vulgares, da escritora Maureen Orth, lançado em 1999.

Apesar de Ryan não ser o criador de American Crime Story, você logo consegue sentir sua influência na produção dos episódios que muito se assemelha a uma outra série sua, American Horror Story (que possui o mesmo formato antológico, porém voltado para histórias de terror). A mesma é uma das minhas séries favoritas, contudo, nos últimos anos a produção tem perdido a mão e entregue temporadas muito aquém do esperado, com roteiros fracos, histórias pouco interessantes e desfechos vergonhosos. Felizmente, o mesmo não acontece com American Crime Story,  que até o momento em que essa resenha foi escrita, conta com 2  (excelentes, diga-se de passagem) temporadas em que cada uma traz um história real de um crime que chocou a sociedade americana. A primeira temporada é focada na vida de O J Simpson (caso queiram, posso fazer a resenha também). Há rumores que a 3ª temporada que ainda não foi produzida, irá relatar um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na época em que o furacão Katrina devastou principalmente a região de Nova Orleans em 2005.

Como disse anteriormente, o segundo ano do show de dedica a contar a história de como Gianni Versace foi assassinado, aproveitando para contar em detalhes a vida do assassino Andrew
Cunanan que, dentre outros problemas, sofria de graves distúrbios psicológicos. A série foi baseada no livro de Maureen Orth, Favores Vulgares: A história real do homem que matou Gianni Versace e recebeu 4 Emmys no ano de 2018, dentre eles o de melhor minissérie e o de melhor ator em minissérie para Darren Criss, que deu brilhantemente vida a Andrew. A série é um dos grandes destaques da atualidade e se tornou um título de destaque quando se fala em True Crime.

Foto: American Crime Story | Divulgação FX


Particularmente, não tenho tido muito ânimo pra acompanhar séries que se estendem por muitas temporadas e nunca tem um fim. O que logo me chamou atenção em American Crime Story é justamente ser focada em um tema e todo seu desenvolvimento ser feito em uma única temporada. Para que a série em formato epistolar funcione, o roteiro precisa ser muito bem escrito, pois corre o risco de se tornar um relato superficial e ocultar muitos detalhes e fatos que são pertinentes a história. Felizmente, a equipe de produção foi muito feliz em adaptar a história contada no livro e nos entrega uma minissérie com um roteiro impecável, grandes nomes do cinema e da televisão vivendo personagens icônicos e uma excelente trilha sonora e direção de arte. 

A série é toda narrada entre 1990 e 97, período em que Andrew, um garoto de programa bem educado e inteligente conhece Versace, já na época um dos estilistas mais famosos do mundo. A série narra toda a obsessão de Andrew por Versace e a trilha de morte deixada pelo assassino até o fatídico dia em que o estilista é alvejado nos portões de sua mansão em South Beach após comprar o jornal do dia. Os episódios vão se intercalando entre os anos em que a história se passa e os eventos podem parecer aleatórios em um primeiro momento, mas em um próximo episódio, essa conexão é explicada e tudo faz sentido. Em minha opinião, eu gosto muito dessa forma de narrar, pois ao mesmo tempo que você já sabe o que vai acontecer, esse encadeamento de ideias e eventos gera uma imersão absurda no telespectador. Você facilmente consegue fazer uma maratona da série que conta com apenas 9 episódios com 1 hora de duração.

Outro ponto que me chamou atenção é que a série não é uma espécie de biografia do Gianni, ainda que vários aspectos de sua vida são abordados, como a criação de sua marca, a forma que o estilista trabalhava, a conturbada relação com sua irmã Donatella, dentre outras coisas que são importantes para o estabelecimento de uma relação do personagem com o público. Mesmo abordando tais aspectos, a produção é totalmente focada em contar a vida de Andrew, suas experiências traumáticas, a busca pela aceitação e o desejo incansável de ser famoso, seus delírios, envolvimento com drogas, as mortes deixadas pelo caminho e a forma como tudo se encadeia até o fatídico 15 de julho de 1997. O assassinato de Versace até os dias de hoje segue sendo um dos maiores mistérios do século. Muitos especulam que Andrew alvejou o estilista por unicamente representar tudo o que ele gostaria de ser mas nunca conseguiu, entretanto, a história ainda possui capítulos nebulosos e detalhes que foram ocultados pela família do estilista.

Obviamente não podia deixar de comentar a respeito do elenco. Nunca fui muito fã de Glee e Darreen, na minha opinião, sempre foi um ator raso. Quando vi que o mesmo interpretava o serial killer, torci o nariz pois não o imaginava fazendo um papel tão denso e pesado. Felizmente estava enganado e o ator traz inúmeras mudanças faciais e tons de voz, assim como seu comportamento se modifica de acordo com as situações. Andrew era  muito inteligente e altamente manipulador sendo capaz de inventar as maiores mentiras com facilidade e Darreen conseguiu exatamente esse efeito, se tornando a grande surpresa da temporada. O ator foi altamente elogiado pela crítica especializada e seu trabalho reconhecido, sendo indicado e vencendo a categoria de melhor ator de minissérie no Emmy de 2018, prêmio máximo da televisão americana. Penélope sempre-talentosa Cruz também se destaca na produção vivendo Donatella Versace, uma mulher forte, poderosa e ambiciosa. A maquiagem e caracterização feitos nela foi tão eficiente que nas primeiras aparições eu simplesmente não a reconheci. A atriz é uma gigante em cena e confesso que eram meus momentos favoritos na série, ansiava cada vez mais por suas participações. Édgar Ramirez que interpretou Versace também foi uma escolha muito feliz e o papel caiu como uma luva para o ator. As cenas que contracena com Penélope são verdadeiras obras de arte e fica nítido o entrosamento e profissionalismo de ambas as partes. Os demais membros do elenco passam despercebidos, com exceção da péssima atuação de Ricky Martin que se destaca de maneira negativa. O cantor latino não possui peso nenhum em cena e traz uma atuação bem rasa e nada convincente. 


Foto: American Crime Story | Divulgação FX
Com relação aos quesitos técnicos, a série é muito satisfatória e traz uma excelente direção de arte. As músicas características dos anos 90 trazem de volta aquele clima nostálgico enquanto os cenários são construídos com perfeição. principalmente a mansão de Versace. Devido a problemas judiciais envolvendo a família de Versace, Donatella não liberou que a série utilizasse a mansão do irmão, portanto, todos os cenários foram reproduzidos em estúdio utilizando recortes de jornais e revistas. O estilista possuía um estilo extravagante e luxuoso e é impressionante a riqueza de detalhes que o set de filmagens foi construído.
Foto: W Magazine

Nas imagem a seguir,  vocês podem ver uma foto real da mansão do estilista da área da piscina e logo abaixo um printscreen de uma das cenas exibidas na série, no mesmo local. É quase impossível dizer que a série foi gravada em estúdio e não utilizando a mansão real. Um verdadeiro espetáculo. O jogo de cores e os figurinos também foram muito bem adaptados e trazidos para a série, representando muito bem os costumes da época. A série possui uma ótima fotografia e cenas de tirar o fôlego. Ao meu ver, mesmo não sendo uma produção hollywodiana, a série não fica devendo nada às grandes produções e cumpre exatamente seu papel de contar uma das histórias mais conhecidas do mundo.



Foto: American Crime Story | Divulgação FX

O assassinato de Gianni Versace e a caçada contra Andrew Cunanan foi um crime que chocou e movimentou os EUA na década de 90 e até os dias atuais ainda se discute sobre o tema. Donatella, sua irmã, continua assinando as coleções da Versace e ela nunca se pronunciou diretamente sobre a morte do irmão. 

A série, em suma, traz ótimos elementos técnicos e grandes atuações para contar uma história que aborda temas muito delicados, como psicopatia, homofobia e violência. É uma série que traz a palavra horror em seu aspecto mais amplo  em uma história que é literal e cruel. Se você se interessa pelo tema, tenha certeza que é a série certa para uma maratona.



Nota: 4,5/5,0



Você sabia?
  • Devido a sua amizade com Donatella Versace, Lady Gaga chegou a ser cogitada para viver a estilista na série. Gaga já havia trabalhado com Ryan em American Horror Story em duas temporadas. Posteriomente, o papel foi dado à Penelope Cruz.
  • Todos os cenários utilizados na série condizem com a realidade e foram construídos cenários ricos em detalhes utilizando fotos reais, uma vez que a série passou por problemas jurídicos com Donatella Versace.
  • Em julho de 1997, Andrew Cunnanan chegou a entrar no top 10 dos procurados pelo FBI e se tornou alvo de uma caçada internacional.


Então é isso, pessoal, espero muito que tenham gostado do texto de hoje. Procurei mesclar a temática da série com os eventos verídicos e espero que tenham gostado!

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Até breve!






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