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Cavaleiros do Zodíaco | Netflix


Queime seu Cosmo!






Olar a todos!


Eu estava mega animado para essa animação nova da Netflix com os nossos queridinhos cavaleiros, e depois de muito esperar, ela finalmente SAIU! E... não foi muito o que eu esperava. Mas CALMA! Antes de me dar hate, dá uma lida aí nas minhas impressões.

Título Original: Knights of the Zodiac
Data de estreia:  19 de julho de 2019
Gênero: Anime, Ação
Distribuidora: Netflix
Roterista: Eugene Son
Direção/Criação: Toei Animation e Yoshiharu Ashino
Número de Episódios: 6 episódios de 30 minutos
Sinopse: Seiya e Os Cavaleiros do Zodíaco estão de volta para proteger a reencarnação da deusa Atena, mas uma obscura profecia paira sobre todos eles.

Não vou ficar comentando de personagens e história, até porque muita coisa ainda é como no anime/mangá. Nessa crítica, vou discutir apenas personagens novos, mudanças na história, e os pontos fracos e fortes dessa nova animação.

Atenção: Vi todos os episódios dublados em português, então não posso falar das mudanças de nomes e/ou dublagem americana.

Modificações e Adições:

Somos apresentados à uma nova versão da história, onde há uma profecia (se é real ou obra do Mestre do Santuário, só o futuro dirá) de que nesta encarnação, Athena perderá a guerra contra Poseidon e Hades, levando a humanidade à sua ruína. Por esse motivo, o santuário decide por sacrificar Athena, que como já sabemos é salva por Aioros de Sagitário.

Mas dessa vez Mitsumasa Kido não estava sozinho ao encontar o bebê Athena:  Vander Guraad, amigo e parceiro de negócios de Mitsumasa que o acompanhava na viagem á Grécia, testemunha também o encontro com Aioros.
Guraad acredita que o uso da tecnologia bastará para se defender da ira dos deuses; Já Mitsumasa, como no original, adota a pequena Athena e sai em busca de jovens com capacidade de despertar o cosmo para serem seus cavaleiros.

Mais uma mudança que achei bem interessante: Mitsumasa não reúne órfãos aleatórios e os envia pro quinto dos infernos pra treinar e virarem cavaleiros. Não temos ainda o novo background de todos os bronzeados, apenas de Seiya e de sua irmã Seika, que desperta seu cosmo ainda criança e é atacada pelos soldados de Guraad. Mesmo salvos por Aioria de Leão, Seika é ferida pelos soldados e levada por Aioria para o santuário, deixando Seiya sozinho no orfanato.
Alguns anos depois, temos um Seiya adolecente se envolvendo numa briga de rua, onde também desperta seu cosmo e é filmado por um celular (santa tecnologia!). Só então ele é encontrado por Mitsumasa, que o explica todo o trelelê (sem revelar a identidade de Saori) e o indica para o treinamento de cavaleiro, dizendo que Seika está viva e foi vista pela última vez em direção ao santuário, e que apenas cavaleiros poderiam ir até lá.

E um pequeno easter egg: Mitsumasa diz que Athena é sempre protegida pelo cavaleiro de pégaso, numa referencia à The Lost Canvas.

E assim se inicia a história: Seiya, treinado por Marin, derrota Cassius, que nessa versão por ser para um público mais jovem, não perde a orelha e depois de vence-lo consegue a armadura de Pégaso (que adapta a versão do filme A Lenda do Santuário das armaduras guardadas em um pingente), e é convocado à participar do Torneio Galático, indo contra as regras do santuário.

Agora, nem tudo são flores.
Vamos deixar a parte polêmica para o final, mas algo que me incomodou bastante foi que a nova animação também usa do pretexto de repetições ABSURDAS de frames.

Outro ponto negativo para animação são os gráficos dos jogos de CDZ para PS3. Qual é, pessoal? Poderiam ter feito em formato de desenho 2D mesmo, porque às vezes parece que estou assistindo uma cutscene de jogo.



Além disso, a história é extremamente corrida, o que tira a carga emocional de mutas cenas (como por exemplo, a luta contra Shiryu ou o flashbach do Hyoga com sua mãe).

Falando nas lutas, uma coisa muito legal nessa nova animação é a trocação franca de porradaria! Essa foi uma adição e tanto, deixar os personagens terem um pouco de trocação de soco antes de vencerem com um golpe qualquer de cosmo dá uma dinâmica bem legal para as lutas.

Sobre o tom da série, gostei muito de terem dado mais personalidade aos personagens, principalmente ao Hyoga. Mas temos também um excesso de "humor americano"... Sério pessoal, algumas cenas são TOTALMENTE desnecessárias! Destaco aqui a fatídica cena da briga com a tampa de bueiro. Totalmente ridícula e sem adiação nenhuma à história, tá ali somente para tentar divertir (e falhar miseravelmente).

E finalmente, o assunto que é mais polêmico do que mamilos: Shun Mulher.
Eu particularmente demorei para me acostumar, mas vou ser honesto com vocês: não ficou tão ruim assim. Mas ainda acho que não foi uma mudança inteligente, acho que representar um homem sensível e fora do padrão é muito mais significativo do que simplesmente transformar ele em mulher, passando a impressão de que um homem não pode ter as caracteísticas do Shun (sensível, pacífico, gentil). Acho que a mudança de sexo para o Ikki seria MUITO melhor, encaixando muito melhor na quebra de padrões de gênero.

Dublagens:

Temos quase todos os nossos dubladores queridos da série clássica de volta. Das novas vozes, preciso destacar algumas que não encaixaram tão bem:


  • Mestre Ancião - Araken Saldanha
  • Shaina de Ofiúco - Alessandra Araujo
  • Shun de Andromeda - Úrsula Bezerra


Esses 3 para mim foram os que mais destoaram de seus personagens, principalmente a Shun, porque a Úrsula também faz a voz do Naruto e você fica esperando sair um "tô certo!" o tempo todo.

Conclusão:


Pessoal, sendo bem honesto com vocês. A nova animação não é ruim, apesar de deixar a desejar em alguns aspectos, como não utilizar o Pegasus Fantasy para apimentar alguma luta ou feito e retirar a música que representa o Hyoga e sua mãe, ela acerta em muitos outros como dito acima. Entretanto, acho que sua maior falha, é não saber se é uma animação saudosista para fãs mais antigos ou uma animação totalmente nova para fãs mais novos, e ficando nesse meio termo, acredito que ela não consiga satisfazer completamente nenhum dos dois lados.




NOTA: 3.0/5.0


Você Sabia?
  • Na dublagem em inglês vários nomes foram trocados; Ikki para Nero (nome dado ao historiador grego que incendiou Roma), Hyoga para Magnus (relacionado para Transformers Prime e Bakugan Battle Planet), Shiryu para Long (relacionado para Jake Long o Dragão Oriental, ligado com a constelação guardiã de Shiryu, Michael Long, personagem do clássico A Super Máquina), Saori para Sienna (nome de uma cidade), da irmã de Seiya para Patrícia, Jabu para Jab (interjeição usada nos boxes), Mitsumasa para Alman e Tatsumi para Mylock.

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