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Stranger Things: Terceira Temporada



Vamos entrar no mundo invertido!



Olá, Starters!

Tudo bem com vocês?

Espero que sim!

Hoje temos uma resenha em conjunta! Yay, podem comemorar.

Vamos aproveitar a estreia da 3ª temporada de Stranger Things para testar esse modelo de resenha. Dessa forma, eu e Roberto iremos nos dividir na resenha e comentar os pontos bons, os ruins e nossa experiência num geral. Lembre-se que é muito importante o seu comentário e nos avise caso tenham gostado desse estilo para que possamos trazer mais resenhas assim para vocês. 

Dados Técnicos

Título Original: Stranger Things
Data de estreia: 4 de julho de 2019
Gênero: Ficção Científica, Terror
Distribuidora: Netflix
Direção/Criação: Irmãos Duffer
Número de Episódios: 8 episódios/50 min
Sinopse: Quando Will, um menino de doze anos, desaparece misteriosamente, o xerife Jim Hopper inicia uma operação para encontrá-lo. Enquanto isso, Mike, Dustin e Lucas, melhores amigos do garoto, decidem procurar Will por conta própria. Mas as investigações acabam os levando a experimentos secretos do governo e a uma peculiar menina perdida na floresta.

Lançada no último 4 de julho, a terceira temporada de Stranger Things chega ao catálogo da Netflix com o desafio de superar o fiasco da segunda temporada da série. Com oito novos episódios, a direção buscou preencher as lacunas deixadas após a fraquíssima temporada anterior, iniciar novos ganchos, além de apresentar novos personagens e estreitar a relação entre alguns já existentes.

Logo de cara, o que nos chamou atenção foi o fato da Netflix ter optado por diminuir o número de episódios da temporada. Finalmente eles entenderam que uma quantidade menor de episódios reflete diretamente na qualidade final da temporada. A plataforma de streaming já é famosa por possuir séries incríveis com ótimas histórias, mas que se prolongam por um tempo muito maior do que o necessário. Com a redução dos episódios, a Netflix consegue finalmente evitar o famoso abismo que separam os episódios que de fato são relevantes para a trama dos que estão lá somente para cumprir catálogo. A terceira temporada de Stranger Things é enxuta e sagaz; cada episódio está inserido no contexto e são coerentes com a história que está sendo contada, ainda que possuam os mesmos elementos pelos quais a série se tornou uma das mais famosas e queridas mundo a fora.


A redução dos episódios traz um novo gás a história que é contada sem perder tempo. Tal recurso é perigoso, pois caso o roteiro não seja desenvolvido com muito cuidado, corre o risco de atropelar o ritmo com que a história é contada e criar incoerência com eventos de temporadas passadas, Game Of Thrones tá aí e não deixa ninguém mentir. Felizmente, os irmãos Duffer souberam exatamente onde queriam chegar com a história e trouxeram uma temporada coesa e frenética: Não há tempo a perder. 

Como já de costume, as crianças roubam a cena e são os grandes destaques da trama. Os atores estão crescendo e cada vez mais profissionais. Suas atuações são ótimas, expressivas e despertam empatia em que está assistindo. O grupo de Eleven, Mike, Max, Lukas, Dustin e Will desempenham grande função no desenrolar da história (assim como nas temporadas anteriores), mas os grupos secundários também ganham destaque - e merecidos. Hopper e Joyce possuem os melhores momentos de toda a série ao longo dessa temporada e é visível o entrosamento e química entre ambos. Destacamos também o grupo liderado por Steve, Robin e Erica. Os três juntos trazem a parte cômica da série de volta que atuam diretamente com o queridinho Dustin. Erica é a irmã de Lucas e a personagem vai chegando de mansinho no episódio e nos conquistando aos poucos. No final você está totalmente apaixonado pela carismática personagem, repetindo seu icônico bordão: Não dá pra escrever América sem Érica. Risos. Outra coisa que amei foi a amizade entre Max e Eleven. Finalmente a rivalidade entre as duas criadas na temporada anterior foi deixada de lado e as duas se aproximaram. Ponto positivo.

Nancy e Jonnatan, por sua vez, soaram deslocados e avulsos, sem nenhuma ligação realmente forte com a trama principal. Se me permitem uma opinião pessoal, não sentiria falta dos dois na temporada, uma vez que qualquer um dos demais personagens poderiam facilmente "absorver" suas funções ao longo da temporada. O casal não convence desde o início e a cada temporada fica cada vez mais óbvio a falta de química entre ambos. Billy é um dos personagens mais detestáveis de toda a série. Eu o odiei desde sua aparição no ano anterior do show. O personagem vai crescendo e seu grande momento é ao longo da terceira temporada onde desempenha uma grande função. A atuação de Dacre Montgomery é poderosa, surpreendente e impactante por diversos momentos, mas escolhemos destacar especialmente a cena do teste da sauna, uma das melhores de toda a série. A carga dramática é incrível e juntamente com Eleven, a dupla rouba a cena em uma sequência de tirar o fôlego.




Dando continuidade aos eventos desencadeados na temporada anterior, os novos episódios retomam a história e ainda vemos os personagens encontrando maneiras de lidar com o que aconteceu, principalmente Joyce que ainda se encontra abalada pela morte do namorado Bobby. Winona Ryder sempre entrega uma ótima atuação, além de dar uma profundidade a personagem que é perceptível a todos. O que mais nos agradou é que mesmo com as falhas da segunda temporada, a direção colocou a cabeça no lugar e trouxe soluções criativas que possibilitaram que a história continuasse a ser contada e ao mesmo tempo se livrar do marasmo da segunda temporada. A trilha sonora continua trazendo os hits que marcaram os anos 80 e é sempre eficiente: Cada episódio é embalado por uma música em específico que determina o ritmo do episódio.

Outro ponto muito positivo é a direção de arte e cenografia da série. Os produtores continuam trabalhando com maestria e trazendo da melhor maneira possível os anos 80 para 2019! Desde a caracterização dos personagens, figurinos, cabelos, até o linguajar da década é muito bem representado e só agrega ainda mais credibilidade a obra. Os efeitos visuais também foram bem impressionantes ao longo de toda a temporada, eu diria que até bem nojentos, principalmente os que envolviam o mind frayer (você sabe do que estou falando).


Entretanto, ainda que a temporada tenha sido muito boa, existem algumas coisas que nos incomodaram e merecem ser pontuadas e apontadas aqui na resenha. Sinceridade acima de tudo! Eu já falei demais, agora é a vez do Robs contar um pouquinho para vocês sobre esses pontos.




Olá, galerinha!

Decidimos fazer essa divisão porque eu normalmente sou a pessoa que adora tudo ou que tenta ver o lado positivo em tudo, então deixaremos os pontos fracos COMIGO, hehe.

Devo começar dizendo que não fui muito fã no foco direcionado para o romance entre On e Mike, apesar de bonitinho, acredito que tenha tomado muito tempo de tela onde poderíamos ter visto um desenvolvimento maior de algum outro personagem ou até mesmo da própria trama envolvida;Talvez até mais tempo de tela na dupla Robin e Steve? Não sabemos, mas acredito que seria mais proveitoso para a temporada como um todo. Outro assunto que envolve "romance" e que não foi nada legal colocarem, são as esposas caindo de amores por Billy (a cena foi bem patética), vamos lá, galera? 2019, já dá pra entender que traição não é uma coisa normal e não é divertido de se ver.

Agora para os queridinhos da galera. Vamos jogar D&D? Isso mesmo, começaremos com Will Myers (Noah schnapp), apesar de ter roubado a cena nas primeiras duas temporadas, o personagem foi deixado de lado e resumido apenas como eu e o Gabriel apelidamos, "Termômetro de demônio". Sim, ele não serviu mais pra muita coisa, apenas pra destacar quando Mind flayer, a terrível criatura estava próxima.



Gabriel, no começo da crítica, falou de um personagem que fomos nos apegando e se acostumando com a presença dela, mas tenho que destacar que diferentemente dele, eu achei ela mal inserida e totalmente irritante. Sim, estou falando da Érica, um personagem sem carisma que só está ali para ficar irritando o grupo, entretanto, como ele muito bem disse, logo depois de um tempo, ela começa a crescer na gente e acabamos gostando da personalidade forte (chata) de Érica.

E para finalizar, onde pra mim a série perdeu mais pontos: As cenas de espionagem e ação que envolviam a base russa. Qual é, pessoal? Um laboratório super secreto responsável por experimentos altamente elaborados que não possui uma câmera de segurança? Por diversos momentos os personagens estavam mal escondidos (às vezes até na cara dos inimigos) e os russos pareciam cegos. Sabemos que é uma obra juvenil e que esse não é foco, e acredito que tenha sido feito de maneira proposital para zombar dos filmes de espionagem dos anos 80, mas mesmo assim não encaixou bem com a trama, somente ficou parecendo como falta de atenção.

Fazendo uma análise geral, concluímos que a temporada possui mais acertos que erros. Durante a segunda temporada, os produtores sofreram muitas críticas e parecem ter feito direitinho a lição de casa, entregando episódios bem dirigidos e coesos com a história criada. Os personagens continuam crescendo e evoluindo, tornando-se cada vez mais interessantes, cada um com seus arcos e motivações distintas, mas igualmente bem construídas, quando se compara com a narrativa principal. Ainda que a série tenha dado uma derrapada em alguns sentidos, foi uma temporada muito superior.


Nota: 4,0/5,0


É isso, gente, essa é a nossa resenha para a terceira temporada de Stranger Things. Para quem não sabe, a quarta temporada já foi confirmada pela Netflix e agora só nos resta aguardar. Ah, e uma coisa: Após os créditos possui uma cena final ao estilo filmes da Marvel. Fiquem ligados. :)

Esperamos muito que vocês tenham gostado desse estilo de resenha em conjunta, lembrem-se de deixar seus comentários, nos seguir em todas as redes sociais que estão aqui no site pra não perder nenhuma novidade do Startes. Compartilha essa resenha com aquele seu amigo que adora Stranger Things, também. Ou iremos mandar o mind frayer até sua casa. Sem pressão. 





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