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Uma Mulher No Escuro | Resenha



Vamos brincar?



Ei!

Como estão?

Hoje vim falar pra vocês um pouquinho sobre o livro "Uma Mulher No Escuro", um suspense nacional escrito por Raphael Montes e publicado pela Companhia de Letras. O livro foi o meu primeiro contato com o autor e digo com propriedade que me tornei fã e irei procurar seus outros títulos para completar a minha coleção.



Título Original: Uma Mulher No Escuro
Autor(a): Raphel Montes
Editora: Companhia das Letras
Gênero: Thriller, Suspense
Número de Páginas: 256
Sinopse: Victoria Bravo tinha quatro anos quando um homem invadiu sua casa e matou sua família a facadas, pichando seus rostos com tinta preta. Única sobrevivente, ela agora é uma jovem solitária e tímida, com pesadelos frequentes e sérias dificuldades para se relacionar. Seu refúgio é ficar em casa e observar a vida alheia pelas janelas do apartamento onde mora, na Lapa, Rio de Janeiro.
Mas o passado bate à sua porta, e ela não sabe mais em quem pode confiar. Obrigada a enfrentar sua própria tragédia, Victoria embarca em uma jornada de amadurecimento e descoberta que a levará a zonas obscuras, mas também revelará as possibilidades do amor. Um psiquiatra, um amigo feito pela internet e um possível namorado ― qual dos três homens está usando tudo o que sabe para aterrorizar a vida de Vic? E o que afinal ele quer com ela? 

Victória é uma menina solitária que trabalha como garçonete em um café e sofre de sérios problemas comportamentais causados por um trauma após testemunhar o assassinato brutal de seus pais e de seu irmão mais novo aos 4 anos de idade. Devido ao ocorrido, a jovem desenvolve problemas de confiança e para se relacionar com outras pessoas, mantendo contato apenas com sua tia-avó que vive em uma casa de repouso e vai visitá-la nas suas tardes de folga do café, Dr. Max, o psicólogo responsável pelo tratamento da jovem e Arroz, um nerd excêntrico que conheceu através da internet.

Na madrugada de seu aniversário de quatro anos, Victoria mergulhou na escuridão.

Sua vida, apesar de todos os problemas, se mantém estável e Victória encontra conforto em meio aos livros e observar a vida de pessoas alheias, imaginando suas famílias, fantasiando uma vida que nunca será a dela. Seu castelo de cartas desmorona após um dia chegar do trabalho e notar que seu apartamento havia sido arrombado e a mensagem: Vamos Brincar? Escrita com tinta preta na parede de seu quarto. Abu, seu ursinho de pelúcia e única lembrança que possui de seus pais também encontra-se todo pintado de preto. O pesadelo está de volta: O assassino voltou para pegá-la e terminar o serviço que começou 20 anos atrás. Victória agora se vê obrigada a encarar os traumas e evitar a verdade sobre a terrível noite do massacre para que possa descobrir a verdadeira identidade do assassino para enfim encontrar uma chance de viver sua vida de verdade. O único problema: O assassino sempre parece estar um passo a frente com informações privilegiadas e a jovem começa a desconfiar de tudo em todos ao seu redor. Em quem confiar? Em seu médico? Em Arroz, seu amigo leal? Em Georges, um escritor que frequenta a cafeteria todos os dias e os dois acabam se aproximando?

Ele era fácil de ler: Um sujeito normal, com problemas de gente normal, que enxergava sua própria vida como uma tragédia grega, ainda que não fizesse a menor ideia do que era ser um fodido de verdade?

Apesar de ter sido a minha primeira experiência com os livros do autor, eu já ouvi falar -e muito bem - de seus livros. Raphael é referência ao se falar em obras de suspense nacionais e tenho alguns de seus livros em minha lista de leitura. O que logo me chamou atenção em Uma Mulher No Escuro foi sua capa e após uma lida na sinopse, parecia exatamente o meu tipo de livro. Não estava nada enganado. Raphael cria um suspense original e arrebatador que facilmente se compara com grandes títulos da literatura mundial. Me identifiquei logo de cara com seu estilo de escrita: Rápído, fácil e fluído. O autor apresenta rapidamente o cenário em que a história se passa e seus personagens e rapidamente a história se desenvolve. Apesar de ser curto e conter um pouco mais de 250 páginas, Raphael sabe exatamente quais pontos abordar de forma a guiar o leitor em meio a história de Victória.

Uma Mulher No Escuro me deixou extremamente paranóico pois eu não sabia em quem confiar e essa é uma das grandes características de um bom suspense. Todos os diálogos e situações criadas contribuem para essa atmosfera de suspense e os personagens possuem sempre aquela característica suspeita que coloca aquela pulguinha atrás da sua orelha. O autor consegue fazer isso tão bem que você começa a desconfiar até da sombra da protagonista. Ainda falando sobre os personagens, Victória é muito bem construída e, em minha opinião, Raphel soube explorar de maneira muito correta todos os pontos de sua personalidade e trabalhar bem os efeitos colaterais causados pelo assassinato. Georges, o escritor que se interessa por Victória e sua história também é um dos meus favoritos e mesmo que ele ainda seja um dos suspeitos, ele é carismático e cativante e você se pega torcendo pela inocência do excêntrico escritor.



Analisando a história como um todo, pude perceber que a mesma se inicia de maneira muito semelhante a outros livros do gênero, no entanto, Raphael a transforma em algo totalmente novo e inesperado e confesso que em momento algum esperava que a história enveredaria por esse caminho. O livro ainda traz discussões sobre alguns temas bem complicados como suicídio, uso de substâncias, abuso sexual, pedofilia, entre outros. Nesse quesito, não se engane. A escrita do autor é explícita e aterrorizante, tornando alguns capítulos difíceis de serem lidos, mas a temática é bem vinda para a obra, que se renova e trazem motivações diferentes dos que as utilizadas em obras do gênero. O desfecho da obra, apesar de apontar para uma pessoa em específico (e que desconfiava desde o início) não se concretiza e Raphael traz um excelente final, repleto de adrenalina, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas consecutivas, finalizando uma ótima e original história de suspense.


Nota: 4,0 / 5,0  




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