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O Iluminado | Resenha



Sejam bem vindos ao Hotel Overlook.


Ei, pessoal!

Esse talvez tenha sido o momento que mais esperei aqui para o site: Trazer a resenha de O Iluminado, clássico do terror escrito por Stephen King em 1975. Como alguns de vocês sabem, King é um dos meus autores favoritos, mas ainda sou um iniciante em seu vasto acervo literário. Eu já havia assistido o filme de 1980 estrelado por Jack Nicholson e achei que iria estragar a experiência ao ler a obra, no entanto, ambos possuem diferenças bem marcantes e agora vou comentar um pouquinho pra vocês da experiência que foi. 


Título Original: The Shining
Autores: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Gênero: Suspense, terror
Número de Páginas: 520 páginas
Sinopse: “O lugar perfeito para recomeçar”, é o que pensa Jack Torrance ao ser contratado como zelador para o inverno. Hora de deixar para trás o alcoolismo, os acessos de fúria, os repetidos fracassos. Isolado pela neve com a esposa e o filho, tudo o que Jack deseja é um pouco de paz para se dedicar à escrita. Mas, conforme o inverno se aprofunda, o local paradisíaco começa a parecer cada vez mais remoto... e mais sinistro. Forças malignas habitam o Overlook, e tentam se apoderar de Danny Torrance, um garotinho com grandes poderes sobrenaturais. Possuir o menino, no entanto, se mostra mais difícil do que esperado. Então os espíritos resolvem se aproveitar das fraquezas do pai...

Jack Torrence possui o sonho de ser um escritor famoso, no entanto, nenhum de seus manuscritos foram aceitos pelas editoras. Frustrado, ele se torna um professor de literatura e possui sérios problemas de controle emocional e de abuso de bebidas alcóolicas. Após um grave incidente na escola em que trabalha que levou à demissão de Jack, ele é contratado para ser zelador durante a temporada de inverno no Hotel Overlook, uma centenária construção localizada nas montanhas. Durante a estação mais fria do ano e devido às intensas nevascas que cobrem as estradas, impossibilitando o acesso ao hotel, o Overlook fecha suas portas e é necessário que uma pessoa fique responsável pela limpeza das dependências do hotel e manter a caldeira aquecida para o funcionamento básico das dependências. O trabalho não parece difícil para Jack, além de possuir uma boa remuneração financeira. Vale salientar que as finanças da família estavam escassas e todas as despesas seriam de responsabilidade do hotel enquanto ele, sua esposa e seu filho Danny ficavam responsáveis pelo hotel. Rapidamente Jack aceita, vendo a oportunidade perfeita para enfim trabalhar em seu livro, a grande obra de sua vida. O que o professor não imaginava que o hotel era habitado por sombrias criaturas e espíritos e que elas se interessariam pelo jovem Danny, um menino com grandes poderes sobrenaturais. Procurando a salvação financeira e emocional para sua família, Jack, na verdade, os leva para um caminho de destruição e terror.

O Overlook realmente não queria que eles saíssem dali. Em hipótese alguma. O Overlook estava se divertindo pra valer. Tinha um menininho pra amedrontar, um homem e sua mulher para instigar e, se jogasse as cartas corretamente, os três terminariam voando pelos corredores do Overlook como sombras de um romance de Shirley Jackson. Você poderia caminhar pela Casa da Colina sozinho, mas não ficaria sozinho no Overlook, não mesmo, aqui teria bastante companhia..

Eu nem preciso me aprofundar muito na história, afinal, O Iluminado é um dos grandes clássicos do terror, tanto pelo livro, quanto pelo filme que comentei agora pouco. Agora que fiz a leitura, pude perceber que foi uma boa adaptação, ainda que no filme, ocorra a inclusão de cenas icônicas e emblemáticas, coisa que não ocorre no livro. A grande diferença, em minha opinião, fica por conta dos elementos de terror. Durante a leitura, senti uma apreensão muito maior e isso se dá justamente pelas fantásticas descrições de personagens, lugares e situações. Não é à toa que King é um dos meus autores favoritos e, em O Iluminado, ele não poupa páginas para descrever os sintuosos cômodos do Overlook. A história do hotel em si também é muito mais aprofundada e, pelo menos na edição que adquiri da Suma de Letras que faz parte de uma série especial chamada de "Biblioteca Stpehen King", a obra conta com um epílogo inédito com capítulos que foram excluídos da versão final do livro e que se aprofundam ainda mais na história do Hotel que durante toda sua história, foi vendido inúmeras vezes e utilizados de maneiras diversas. Cada história se conecta e dá um background muito interessante para as terríveis criaturas que habitam o Overlook e que começam a assombrar Danny. 



Falando do personagem em si, Danny é tido como um Iluminado, ou seja, uma pessoa que possui poderes extra sensoriais e é capaz de ter visões sobre eventos passado ao entrar em uma sala, por exemplo. Danny também sofre de alucinações e os espíritos que habitam o Overlook, notando o poder do menino, começam a atormentá-lo, que resiste e se mantém são. Eles então começam a brincar com a mente de Jack tentando levá-lo a loucura. Apesar de algumas cenas bem macabras e que me colocaram muito medo (principalmente porque estava lendo à noite), o livro possui uma pegada muito mais psicológica e aterrorizante e sempre há aquela sensação de que algo está prestes a acontecer. Mais uma vez, King consegue dar peso à história e se torna algo impossível de parar de ler. Enquanto Jack mergulha cada vez mais nas histórias que envolvem o Overlook, ele já começa a sofrer as consequências da influência maligna que habita o hotel.

Danny, é o que estou tentando dizer. Os iluminados às vezes podem ver coisas que vão acontecer, e acho que, as vezes podem ver coisas que aconteceram. Como se fossem desenhos num livro.

O Iluminado é uma obra que sem dúvida marcou sua geração por conta de sua autenticidade e originalidade. Até os dias de hoje, ele se destaca como uma obra atemporal e que serviram de inspiração para a criação de inúmeras histórias de terror. O único ponto que realmente me incomodou na história é que achei que os personagens se pegam constantemente pensando sobre o passado e alguns eventos das suas vidas. Tal recurso é importante, pois ajuda o leitor a identificar os passos que foram trilhados até os personagens se encontrarem ali, no entanto, há um exagero muito grande e é algo muito demorado. Em alguns momentos, King interrompe parágrafos super interessantes pois determinado personagem se lembra de algo e dá início a lembranças cujas descrições se estendem por páginas e páginas. Ao meu ver, quebra um pouco a imersão da história, mas é algo apenas pontual e que talvez não te incomode.

Eu me preocupo. Porque ele é pequeno, e parece tão indefeso, e porque... Porque alguma coisa neste hotel parede desejar Danny. E vai passar por cima de nós para conseguir pegar nosso filho, se for preciso. É por isso que temos que sair daqui, Jack. Sei disso! 

As duas obras também possuem desfechos distintos - e principalmente, com algumas mudanças bem expressivas. Particularmente, gostei muito mais do final do livro e que serviu de gancho para a continuação da obra, chamada de Doutor Sono. O filme também já foi anunciado e já ganhou até seu trailer, no entanto, por conta das mudanças no final do longa, acredito que Doutor Sono não será uma adaptação tão fiel assim, mas isso é uma discussão para uma próxima resenha.

Todas as eras do hotel estavam juntas agora, faltando apenas a atual, a Era dos Torrence. E estaria junto com o resto em muito em breve. 

Nota: 4,5/5,0






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