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RE-Startes: Eldest


Histórinhas de Dragões - Parte 2!


Olár!

Hoje vou comentar sobre o segundo livro do Ciclo da Herança: Eldest! Pensei muito se seria benéfico trazer a saga completa pro site, e depois de muito debater com o Gabs, ele achou que seria bacana (mesmo não gostando de Eragon).

Se você não leu a primeira resenha, você pode encontrar ela AQUI!

Mas já vou avisando, essa resenha vai conter alguns spoilers do primeiro livro, Espero que gostem!


Título Original: Eldest Inheritance
Autor(a): Christopher Paolini
Editora: Rocco
Gênero: Fantasia
Número de Páginas: 643
Sinopse: Eragon e seu dragão, Saphira, acabaram de salvar um estado rebelde da destruição planejada pelas forças poderosas do rei Galbatorix, cruel governante do Império. Eragon rumará agora para Ellesméra, terra dos elfos, para aprimorar seu treinamento em magia e nas artes da espada, habilidades vitais para um Cavaleiro de Dragão. É a jornada de uma vida, cheia de lugares e pessoas diferentes, diguynas de admiração e reverência, em cada dia uma nova aventura. Mas o caos e a traição o importunam a cada instante e Eragon não sabe em quem deve confiar. Enquanto isso, seu primo Roran se envolve numa nova batalha em Carvahall – vilarejo onde nasceu e cresceu -, batalha que coloca Eragon num perigo ainda maior.


Eldest começa com as consequências da morte de Durza e a vitória dos Varden sobre os Urgals. O começo do livro é repleto de dor e efeito, trazendo um inicio frenético pra história, temos até uma morte importante!

Entretanto, isso não dura muito, o livro parece que faz um efeito montanha russa, no qual quando algum acontecimento grande está para eclodir, ele muda o foco da história, o que deixa a gente muitas vezes frustrado e até cansado, porque sabe que terá que esperar para finalizar o àpice do capitulo passado.

"Que terrível, disse Eragon, "morrer sozinho, separado até do mais próximo de você."

"Todo mundo morre sozinho, Eragon. Se você é um rei no campo de batalha ou um camponês humilde deitado na cama entre sua família, ninguém pode acompanhá-lo no vazio."

Dessa vez, Christopher Paollini tras uma dinâmica totalmente diferente pro livro, ao contrário do seu antecessor, Eragon, nesse temos 3 focos diferentes. Roran, Nassuada e Eragon, mostrando suas aventuras e sufocos a cada capitulo.

Bom, não posso dizer que essa foi uma mudança ruim, mas também com toda certeza, não posso dizer que foi uma mudança boa. Christopher tenta fazer uma mudança ritmada para que a tenhamos uma curiosidade e continuemos com engolindo o livro a cada instante. Entretanto, devo dizer que não é isso que ocorre, a cada mudança de foco, de Eragon pra Roran e depois para Nassuada, temos uma forte quebra de ritmo, deixando a gente desconfortável em ter que começar a ler um capitulo quando o último estava em seu ápice.

”Viva no presente, lembre-se do passado e não tema pelo futuro, pois ele não existe e nunca existirá. Só existe o agora.” - Saphira.

Como sempre, a escrita de Paollini é uma mistura de simplória e rebuscada, mas acho que nesse livro ele peca bastante em querer detalhar muito os ambientes, deixando a gente cansando e insatifeito com a progressão da história.

Nesse livro, devo dizer, foi o que mais demorei a terminar, até quase 60% do livro, não temos quase nenhuma emoção ou evolução, principalmente do lado de Eragon, no caso de seu primo a história é frenética e animada, devo dizer até que ele carrega esse livro nas costas, pois se não fossem os capitulos com a história dele, garanto a vocês que a nota seria bem menor.

Porém, por mais que Roran tenha suportado os longos e descritivos capitulos, ainda assim, tivemos o problema da quebra de ritmo, fazendo com que voltemos a estaca zero a cada vez que iniciamos um capitulo novo.

"As canções dos mortos são as lamentações dos vivos."

Em conclusão, Eldest, para mim, foi o mais fraco, com uma péssima narrativa e ritmo, sendo salvo somente pelas aventuras de sobrevivência de Roran. Contudo, depois que você suporta passar por 60% do livro, a história engata, pois ao inves de termos 3 histórias separadas temos somente uma grande.

E é um livro necessário para chegar ao grandioso Brisingr, o melhor até agora.


NOTA: 3,0/5,0


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