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Especial de Halloween: Lugares Mal Assombrados no Brasil - Parte 3






Olá, Starters!

Dando continuidade ao nosso especial sobre locais mal assombrados do nosso Brasil - Já falamos sobre a Mina da Passagem, em Minas Gerais na parte 1 e sobre O Solar das Sete Mortes na Bahia na parte 2 - hoje iremos até o território paulista conhecer os inúmeros mitos e mistérios que a cidade de Paranapiacaba guarda. 

Localizada no município de Santo André, a cidade surgiu como centro operacional e residencial para os funcionários que trabalhavam para a companhia inglesa de trens São Paulo Railway, que operava as estradas de ferro e realizavam o transporte de cargas e pessoas do interior paulista para o porto de Santos. Como toda cidade antiga que se prese, existem inúmeros relatos e lendas que rondam as construções da cidade que possui um ar industrial, ainda que localizada no interior. A neblina que cobre a vila contribui ainda mais para esse aspecto macabro e não existe um morador que não tenha testemunhado algum evento sobrenatural ou não possua alguma história macabra para contar para os corajosos que resolvem visitar a vila. Fantasmas, Bicho Papão, Assombrações e até a lenda do Jack o Estripador são uma das mais conhecidas e comentadas pelos moradores da cidade.

Iremos agora comentar a respeito sobre algumas delas. Estão preparados?

Caminho do Mens


Existem diversas áreas da vila de Paranapiacaba, no entanto, uma das mais comentadas é o caminho que liga a parte velha a vila Martin Smith, parte mais recente. O caminho recebeu esse nome por uma homenagem ao engenheiro Frederic Mens. Moradores relatam que o espírito do engenheiro ronda o caminho e caso você decida passar por lá, é recomendado que você passe cantando alguma canção para que Frederic não se manifeste pra você. 


Fantasma do Cerrano


 


O Clube do Serrano também é palco de mais uma aparição fantasmagórica. Por diversas vezes, os funcionários que trabalham no local já avistaram a figura de um homem alto, vestido totalmente de preto e com um chapéu preto parado próximo da entrada do escritório. Os moradores acreditam que seja o espírito do antigo administrador do Clube, que faleceu de causas misteriosas muitos anos atrás.

Espectro no Castelinho

 


O Castelinho é uma das construções mais antigas da vila de Paranapiacaba e foi a residência do engenheiro-chefe Daniel Fox, responsável por comandar toda a construção da vila. Hoje a casa é um Museu e guarda inúmeros tesouros e informações sobre a época da construção da vila, no entanto, há relatos de que uma figura com mais de 2m de altura frequente os corredores do Castelo. Além disso, é possível ouvir sons de madeira rangendo, portas são fechadas abruptamente, além de alguns funcionários do museu já terem ouvido sons de gritos e gemidos. Vale ressaltar que Daniel era um homem corpulento muito alto. Seria seu espírito visitando sua antiga casa?


A Dançarina Fantasma 

 

Logo após a construção da vila, eram realizados inúmeros bailes aos finais de semana para o relaxamento dos funcionários que trabalhavam tão arduamente durante a semana. Esses bailes eram realizados no Clube União Lyra Serrano e eram festas com muitas comidas, bebidas e danças. Os moradores contam que nesses bailes, uma doce bailarina se destacou, pois estava presente em todas as festas e sempre dançou muito bem, além de sua beleza estonteante. Com o passar do tempo, os bailes foram ficando menos frequentados e aconteciam com uma frequência cada vez menor, até que foram interrompidos. A bailarina, outrora jovem, já não conseguia mais dançar por conta de sua idade avançada e também foi acometida por inúmeras doenças. Profundamente abalada por não ser mais capaz de fazer o que amava, a bailarina morre. Hoje em dia, quem passa pelo lado de fora do Clube, podem ouvir sons de sapateado ecoando pelos salões, mesmo com todas as luzes apagadas e portas e janelas fechadas. Um vigia noturno relatou já ter visto uma bailarina dançando sozinha no salão tarde da noite.


 O Véu da Noiva


Uma das lendas mais famosas que rondam Paranapiacaba é a explicação para a misteriosa neblina que cobre a vila nos finais da tarde. Segundo moradores, a vila foi construída pelos ingleses que ocupavam os altos cargos da companhia e eram responsáveis por mandar nos trabalhadores que eram constituídos, basicamente, por italianos e portugueses. A lenda do "véu da noiva" conta que um filho de um dos operários se apaixonou por uma jovem inglesa e rapidamente o relacionamento dos dois foi proibido, pois além da "diferença" de classes, ele era protestante, enquanto a jovem, católica. Os dois ignoraram a proibição e apaixonados resolvem se casar na Igreja do Bom Jesus. No dia do casamento, o pai da jovem, determinado a impedir a união dos dois, sequestra o jovem e o prende no porão de sua casa, enquanto a filha não sabia de nada; a noiva espera por horas no altar, mas seu amado não aparece. Desiludida e acreditando ter sido abandonada, ela se joga no precipício da Grota Funda. Seu corpo nunca foi encontrado, no entanto, a partir da data da morte da jovem, em todo começo de tarde - hora em que seria realizada o casamento - uma densa neblina cobre a vila. Dizem que é a noiva se manifestando que invade a vila e as casas a procura de seu marido. Moradores também já ouviram choros e gritos inexplicáveis. 


E aí, gente? Qual das lendas da antiga vila vocês mais gostaram? Teriam coragem de visitar Paranapiacaba mesmo com todos esses relatos sobrenaturais e mistérios? Espero muito que tenham gostado do texto de hoje, fiquem ligados que semana que vem tem mais!

Durmam com a luz acesa e até breve.



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