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Especial Rock In Rio: P!NK





Olá, Starters!

Cheia de atitude e dona de uma voz inconfundível, P!nk é um dos maiores fenômenos revelada no início dos anos 2000. Com quase 20 anos de carreira, 8 álbuns de estúdio, 3 prêmios Grammy, 12 canções no topo da Billboard e outros inúmeros títulos, a cantora norte-americana de 40 anos é uma das maiores apostas para o Rock in Rio, sendo um dos shows mais aguardados para os fãs da música.

Em sua primeira passagem pelo Brasil, P!nk irá trazer um show repleto de hits antigos e canções de seu álbum mais recente, Hurts 2B Human. Se apresentando nos palcos do evento no dia 05 de outubro, ela será a atração principal no dia que conta também com Black Eyed Peas, H.E.R e Anitta, hoje iremos conhecer um pouquinho melhor sobre a carreira dessa pop star com atitude de rockeira, conhecer seus grandes sucessos e suas inspirações por trás de seus álbuns e entender como uma veterena consegue chegar até os dias atuais sendo uma das cantoras mais populares e relevantes do mundo da música.

Vamos conhecer P!NK.

Alecia Beth Moore sempre esteve ligada ao meio musical e não enxergava sua vida de maneira diferente: Aos 13 anos de idade, ela já participava de um grupo de dança de sua cidade natal Doylestown, na Pensilvânia, em que também participava em alguns shows de DJ's locais. Num desses eventos, um executivo da MCA Records estava presente e gostou muito do tom potente e da atitude da menina que a convidou para fazer parte de um grupo de R&B chamado de Basic Instinc. Não foi a única experiência de P!nk com grupos, tendo participado de outro projeto chamado The Choice. Nenhum dos dois grupos fizeram sucesso, no entanto, os produtores e membros da gravadora acreditavam e apostavam no sucesso de Alicia, que opta por seguir a carreira solo. Alecia adota o nome artístico Pink (Ou P!nk), como homenagem ao filme Cães de Aluguel (dirigido por Quentin Tarantino) em que seu personagem favorito era o Mr. Pink.

Com a imagem reformulada e sob o novo nome artístico, Pink entra em estúdio e inicia as gravações de seu álbum de estreia que chegaria as lojas em 4 de abril de 2000.


Can't Take Me Home | Missundaztood

  

 

Seu primeiro álbum chamado de Can't Take Me Home foi um sucesso logo de cara e vendeu 4 milhões de cópias, possuindo certificado duplo de platina, apenas nos EUA, atingindo a 26ª posição na Billboard 200, listagem dos álbuns mais vendidos. O disco possui um som bem característico dos anos 2000 e possui toques de R&B, influência dos dois grupos que a cantora havia participado antes de mergulhar em sua carreira solo. Cheia de atitude e de cabelo rosa (literalmente), o álbum foi bem recebido pela crítica e pelo público que rapidamente se identificou com seu visual excêntrico e voz potente. O álbum foi produzido por grandes nomes da época como L.A Reid e Babyface e contou com três singles que fizeram extremamente sucesso: There You Go, Most Girls e You Make Me Sick. O single de estreia foi tão bem que alcançou a 7ª posição no Hot 100 da Billboard, feito quase impossível para uma iniciante, uma vez que ninguém conhecia a cantora. Apesar do grande sucesso de seu álbum, Pink não estava satisfeita com a imagem que estavam criando dela como aspirante a estrela pop e esse fato reflete diretamente no segundo álbum da cantora, Missundaztood.

Lançado em 21 de novembro de 2001, P!nk deixa um pouco a sonoridade R&B do seu álbum de estreia e parte a explorar mais elementos do Pop e Rock em suas canções. Essa mudança foi tão marcante para a carreira dela que até hoje ela se mantém nesse estilo. O álbum seguiu agradando os fãs da cantora e também a crítica especializada e estima-se que o álbum já vendeu ao redor do mundo nada menos que 15 milhões de cópias. Com uma atitude mais madura e letras ácidas, Missundaztood se consagrou como um dos melhores álbuns de P!nk e subiu 20 posições quando comparado com Can't Take Me Home, estreando na 6ª posição da Billboard. O projeto contou com 4 singles que foram sucessos mundiais: A canção pop Get The Party Started, a dançante Don't Let Me Get Me que fala sobre as expectativas depositadas sobre a cantora se tornar "a nova Britney Spears", além do single Just Like a Pill e a emocionante balada R&B Family Portrait que retrata o doloroso processo de separação dos seus pais. Todos os singles alcançaram o top 10 de músicas na Billboard em diversos países e P!nk embarca pela primeira vez em uma turnê para promover suas músicas. Animada e confiante, a cantora retorna aos estúdios para a gravação de seu terceiro álbum.

Try This

Já sendo reconhecida como uma grande artista, muitas expectativas foram criadas para o lançamento de seu terceiro álbum de estúdio. Lançado em 10 de novembro de 2003, P!nk lança o experimental Try This, que traz uma mistura de sons e ritmos, sempre explorando elementos do pop rock em suas canções. O álbum, apesar de ter estreado em 3º lugar na Billboard, vendeu apenas 3 milhões de cópias, o que é relativamente um número bem grande, no entanto, uma queda expressiva quando comparado com seu álbum anterior. O álbum recebeu opiniões positivas, mas não agradou muito os fãs, além dos singles não terem o mesmo desempenho de suas canções anteriores. A divulgação do disco foi interrompida após a baixa performance nos charts e Try This contou com apenas quatro singles oficiais: Feel Good Time, Trouble, God is a DJ e Last to Know. O álbum num geral é irregular e apresenta boas canções, como a balada Catch Me While I'm Sleeping e Love Song, mas é um trabalho que não se destaca dentre os álbuns lançados até então. A cantora então entrou em um hiato de longos 3 anos e começou a explorar outras sonoridades, além de colaborar com produtores diferentes. O álbum, apesar de não ter sido um grande sucesso comercial, rendeu a P!nk seu segundo Grammy como melhor performance vocal na canção Trouble. Vale a pena citar que em 2002 a cantora havia recebido seu primeiro Grammy como melhor parceria para a música Lady Marmalade, canção regravada por ela, Christina Aguilera, Lil' Kim e Mya para a trilha sonora do filme Moulin Rouge.

Com um visual mais maduro e moderno, além de letras que exploravam temáticas polêmcias, P!nk retoma ao mercado mundial com o aclamado I'm Not Dead, que, segundo ela, representa um conjunto de realidades sobre a vida adulta.


I'm Not Dead


Comemorando o aniversário de 6 anos de seu álbum de estreia, Pink lança em 2006 I'm Not Dead, um álbum que representou o retorno da cantora para os holofotes. O álbum possui vendas expressivas, com mais de 7 milhões de cópias vendidas no mundo e pela primeira vez P!nk explora elementos da música folk e acústica em um trabalho coeso e de muita personalidade. O álbum atingiu o topo das paradas em diversos países como Austrália, Nova Zelândia e Alemanha, além de implacar o 6º lugar na parada Norte-Americana. Comercialmente, se tornou o álbum da cantora mais bem avaliado até então e possui certificado duplo de platina. I'm Not Dead contou com 7 singles que se tornaram marcantes para a cantora e que são cantas em shows até hoje: Stupid Girls que conta de uma maneira muito divertida a maneira com que a indústria trata as mulheres, a emocionante Who Knew, música feita pela cantora em homenagem a um amigo que morrera de overdose alguns meses antes do álbum ser lançado. A canção em particular é o grande destaque do álbum e se tornou uma das músicas mais conhecidas da cantora. Os singles seguintes foram U + Ur Hand, Nobody Knows, Dear Mr. President, Leave Me Alone e Cuz I Can. Todas elas serviram para o impulsionamento das vendas do álbum e P!nk retorna a lotar estádios e arenas para a turnê do disco, se tornando uma das mais rentáveis entre os anos de 2006 e 2007.

I'm Not Dead é um projeto muito pessoal e dentre os 4 álbuns da cantora lançados até então, é meu favorito. Todas as músicas possuem influências e sonoridades distintas e é visível o trabalho de evolução no quesito de composições. Dear Mr. President, por exemplo, é uma carta aberta para o presidente da época George W Bush em que a cantora canta sobre tudo que está errado em seu país, enquanto o presidente finge não enxergar os problemas. Outro grande destaque são as canções Long Way to be Happy e a faixa-título I'm Not Dead que falam sobre os problemas de um relacionamento. 


Funhouse | Greatest Hits... So Far!!! | The Truth About Love


 O quinto álbum de estúdio da cantora foi lançado em 24 de outubro de 2008 e é ninguém menos que o emblemático Funhouse. O album apresentou o melhor lançamento de P!nk, vendendo 160 mil cópias durante sua primeira semana, estreando em 2º lugar na Billboard top 200, melhor posição da cantora até então. O single de estreia So What, música que conta sobre a separação de P!nk e de seu marido se tornou a primeira música a atingir o #1 na Billboard e foi a música mais executada no ano de 2008. Funhouse foi um sucesso total de crítica e público e vendeu mais de 10 milhões de cópias mundo afora, possuindo certificado de platina em diversos países. Repetindo o sucesso de seu álbum anterior, Funhouse contou com sete singles, além de So What: Sober, uma canção com uma mensagem forte sobre o abuso de drogas, Please Don't Leave Me, Bad Influence, a irônica e divertida faixa-título Funhouse, a balada romântica I Don't Believe You e a emocionante Glitter In The Air, tida por muitos (inclusive por mim), como a melhor música de trabalho da cantora.

As vendas expressivas do álbum aqueceram a turnê de divulgação que também se tornou a mais lucrativa de 2009. O álbum também apresenta canções em estilos pouco comuns para a cantora como a influência country presente nas faixas Mean e Crystal Ball. Outro grande destaque é Ave Mary A, que retrata abertamente todos os problemas do mundo, reafirmando o talento de Pink não só como cantora, mas também como compositora.

Com tantos hits ao longo dos anos, chegou a hora de P!nk lançar uma compilação com suas melhores músicas até então. Lançado em 12 de novembro de 2010 enquanto a cantora estava grávida de sua primeira filha fruto do casamento com seu ex-marido (sim, eles voltaram), P!nk traz uma retrospectiva de todos os hits que citamos acima, além de algumas músicas novas, técnica muito comum para promover um álbum que não apresenta em sua totalidade, músicas inéditas. O álbum foi um sucesso e vendeu 5 milhões de cópias, trazendo os 16 maiores sucessos da cantora até então e os dois singles promocionais Raise Your Glass e Fuckin' Perfect. As duas canções foram um sucesso em 2010 e 2011 e pegaram respectivamente, o primeiro e segundo lugares na Hot 100 da Billboard. 

Em 18 de novembro de 2012, mais de 4 anos desde o seu último álbum de inéditas, P!nk retorna com o poderoso The Truth About Love, em que a cantora se propôs a discutir o amor e os relacionamentos em sua totalidade, as partes boas, as ruins e como seguir em frente após um término. Seguindo o sucesso de seus dois álbuns anteriores, o projeto vendeu mais de 9 milhões de cópias e estreou diretamente no primeiro lugar da Billboard. O álbum contou com seis singles: Blow Me (One Last Kiss), a poderosa Try, a parceria com Nate Fuss, vocalista da banda Fun., Just Give Me a Reason, True Love, Walk Of Shame e Are We All We Are. Todas as canções apresentaram uma ótima recepção por parte do público, mas seu terceiro single foi o verdadeiro destaque: Just Give Me A Reason atingiu o topo das paradas ao redor do mundo - incluindo o Brasil - e recebeu até uma indicação ao Grammy de melhor parceria. A turnê que mesclou os álbuns Greatest Hits... So Far!!! e The Truth About Love foi um sucesso absoluto e mais uma vez, o show figurou entre as primeiras posições das turnês mais lucrativas entre 2012 e 2013. A cantora estava em seu auge. 


Beautiful Trauma | Hurts 2B Human


Os dois projetos mais recentes da cantora se assemelham muito e trazem um lado mais maduro de P!nk, com composições mais adultas e uma sonoridade bem diferente do que estávamos acostumados a ouvir até então. Beautiful Trauma e Hurts 2B Human estrearam em primeiro lugar na parada da Billboard e junto com seu antecessor, The Truth About Love, representam a 3ª estreia consecutiva da cantora no lugar mais alto do pódio.

Beautiful Trauma foi lançado em 13 de Outubro de 2017, liderado pelo single político e social What About Us e se tornou o álbum mais vendido do ano, com aproximadamente 4 milhões de cópias vendidas. O álbum explora muito elementos da música folk e independente, trazendo um lado mais vulnerável e intimista da cantora. O disco conta com um total de 5 singles, mas que não causaram muito impacto: Beatiful Trauma, Whatever You Want, Secrets e a emocionante Wild Hearts Can't Be Broken, melhor música do álbum em minha opinião.  É um álbum maduro e coeso, mas que os fãs não receberam muito bem, apesar da crítica ter o elegido como seu melhor projeto até então. Particularmente, não é um dos meus álbuns favoritos e não me pego ouvindo com a mesma frequência que o The Truth About Love ou o Funhouse. O disco possui ótimas canções, mas que soam um pouco deslocadas com comparação a discografia que a artista vinha apresentando até então, no entanto, Beautiful Trauma representa a nova imagem e a etapa artística que ela está vivendo e que foram aperfeiçoadas para seu álbum seguinte.

Com os erros corrigidos, em 26 de abril de 2019, P!nk lança Hurts 2B Human, facilmente o melhor álbum de sua carreira. O mesmo ainda encontra-se em divulgação, mas já conta com três singles: Walk Me Home, 90 Days e Hurts 2B Human. O projeto, em minha opinião, é a verdadeira junção entre a P!nk que conhecemos e amamos com a nova artista que surge, mais confortável em explorar estilos músicais, com composições maduras, deixando um pouco de lado os charts e os hits de lado. Hurts 2B Human é um álbum experimental e suas músicas conversam entre si e não falta espaço para a voz afiada de P!nk brilhar ao lado de grandes nomes como Khalid que faz um dueto espetacular na canção que dá título ao álbum, Wrabel, uma nova aposta da música que colabora com a artista na melhor faixa do álbum, 90 Days e Chris Stapleton na bélissima balada country Love Me Anyway. É um álbum que você escuta do início ao fim sem pular nenhuma canção e põe no repeat sem se cansar. Uma verdadeira obra de arte. Estima-se que o álbum já tenha vendido mais de 100 mil cópias, com um pouco mais de 5 meses.


Por esse texto já deu pra entender o motivo do show da P!nk ser uma das maiores atrações do Rock In Rio, não é? Seus shows são sempre muito dinâmicos e enérgicos e a cantora não tem medo de sair de sua zona de conforto e explorar toda sua setlist montada ao longo de todos esses anos, entre altos e baixos. Suas apresentações são sempre apoteóticas, com muitos efeitos, danças, trocas de figurino e piruetas no ar. Com um repertório capaz de agradar a qualquer pessoa que curte música, sem distinções entre os gêneros musicais favoritos, a cantora promete muitas surpresas para seu primeiro show em solo brasileiro. Como de costume, aqui embaixo você encontra a nossa Playlist Startes com seus maiores sucessos pra você já ir se preparando para o show e não ficar de fora de nada.


Espero muito que vocês tenham gostado dessa postagem especial sobre a P!nk. Não se esqueçam de deixarem seus comentários com suas músicas favoritas. O Rock In Rio está acabando, falta apenas só mais uma postagem para encerrarmos o nosso especial, no entanto, gostaria muito de agradecer a todos pela participação. Estamos muito felizes com o resultado, vocês são demais. :)

Fiquem ligados pra muitas novidades.


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