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Especial Spooktober: Lugares Mal-Assombrados no Brasil - Parte 1


Foto: Super Interessante



Olá!

Estamos em outubro, um mês muito especial para nós, amantes do terror. É comemorado no dia 31 o Halloween ou o Dia das Bruxas e nós do Startes não poderíamos deixar essa data em branco, no entanto, por que comemorar só no dia, não é mesmo?  Para isso, estamos inaugurando hoje uma série especial de Halloween que irá ao ar nas quartas-feiras do mês em que iremos conhecer sobre alguns locais mal assombrados localizados no Brasil. Nos outros dias da semana, iremos nos dedicar e trazer algumas listas de jogos, livros, filmes e séries, dentre outros conteúdos de arrepiar os cabelos e deixar até o mais corajoso desconfiado.

Esse é um projeto muito novo (quase uma versão beta) e estamos mega animados; como sempre, é muito importante o feedback de vocês para que possamos melhorar cada vez mais. Deixem seus comentários com críticas, dúvidas ou sugestões, caso contrário iremos puxar seu pé à noite. :)

Estão preparados?

O primeiro lugar escolhido para iniciarmos o nosso especial é a misteriosa Mina da Passagem, localizada no estado de MG.



Descoberta em 1719, a Mina da Passagem foi uma das maiores e mais importantes minas para a extração do ouro durante o Ciclo do Ouro, durante quase todo o século XVIII. A Mina possui mais de 120 metros de profundidade e estima-se que durante o seu período de funcionamento, tenham sido extraídos de seus inúmeros corredores e galerias mais de 32 toneladas de ouro para uma companhia inglesa, donos da mina. A mina fica localizada em Mariana cidade mais antiga de Minas Gerais e recebeu exatamente o nome de Mina da Passagem por conter inúmeros caminhos e trilhas. Através de seus corredores, se pode atravessar todo o subsolo da cidade e chegar até Ouro Preto em que seus túneis podem alcançar 9 km de extensão.

No local, é muito comum a temporada de "enchente das goiabas" em que são períodos categorizados por chuvas muito fortes. Durante os temporais, as minas costumam sofrer de inundações e geralmente, ao se aproximar da data das chuvas, os trabalhos nos locais são suspendidos e após a passagem do temporal, os trabalhadores utilizam bombas para drenar as águas dos túneis, no entanto, em 14 de dezembro de 1936, os trabalhadores (em sua maioria escravos e bandeirantes) que ocupavam o local foram pegos de surpresa por uma chuva torrencial e violenta que inundou diversos pontos da mina. Além da água, túneis não aguentaram e desabaram, soterrando e matando ao todo 17 trabalhadores e o supervisor inglês encarregado por monitorar os trabalhos no local, o homem que ficou conhecido como Capitão Jack.

Os desabamentos foram muito intensos no local em que é chamado de parte velha da mina; desde o início do século existem inúmeros registros de soterramento nos túneis e muitos trabalhadores nunca saíram de lá; Muitos sucumbiram a tuberculose - doença muito comum na época - outros não aguentavam as inúmeras horas de trabalho sem uma pausa para comer ou beber água. Os escravos também podiam morrer de hipotermia ou uma doença causada silicose que ocorre quando há uma quantidade muito grande de poeira nos pulmões. A história da mina é sombria e misteriosa; crianças também morreram nos corredores estreitos e apertados da mina, uma vez que eram utilizadas por serem as únicas a conseguirem entrar em locais pequenos.



Os moradores de Mariana são categóricos em dizer que o espírito de Capitão Jack, motivado por ganância, nunca deixou seus corredores. O local nunca mais foi o mesmo após a enchente. A mina foi desativada em 1954 pois se gastava muito na manutenção dos corredores e galerias; hoje ela é aberta a visitação (conta até com um museu) e é uma das atrações da cidade em que os turistas podem se aventurar dentre os corredores históricos da construção, no entanto, os relatos de experiências sobrenaturais são inúmeros e das mais diversas fontes: Moradores locais, guias turísticos e turistas já testemunharam barulhos de sinos, correntes, vultos, quedas recorrentes de energias e, em um caso mais extremo, um geólogo que trabalhou durante muito tempo na mina relata que já foi agarrado no braço pelo fantasma do Capitão Jack que é sempre visto ao redor do local em que ficava o escritório da mina, local em que eram realizadas as transações financeiras em troca do ouro. O fantasma é sempre visto da mesma forma: Totalmente vestido de branco, usando um chapéu e uma capa e montado em um cavalo, disparando luzes prateadas. Os guias relatam aparições do Capitão Jack e dizem também ouvir diversos barulhos de maquinários que não estão em funcionamento. Um deles relatou que enquanto guiava um grupo dentre um dos túneis da mina, ouviram passos no corredor ao lado, no entanto, no dia da visita, eles eram o único grupo a estarem no local. Também já foram relatados barulhos de martelo, arrastar de correntes, sinos e gritos advindos da parte velha da mina, local em que não é permitido a visitação turística.


Apesar dos relatos, a mina é uma das maiores atrações turísticas da cidade em que através do trolley (uma espécie de carrinho que se assemelha aos vagões de transporte de ouro),  os visitantes percorrem os mais de 300 metros de extensão e 120 metros de profundidade. A mina possui diversos lagos subterrâneos que foram formados pelas águas que inundaram os corredores por conta das enchentes. Através de uma empresa especializada, é possível mergulhar nesses lagos e também visitar o museu da mina que contém diversas outras informações sobre o período de funcionamento.

Até hoje, estima-se que muitos segredos foram perdidos nos corredores por conta das inundações e desabamentos. Seja mito ou superstição, os moradores acreditam que Capitão Jack se mantém tomando conta de seu ouro que se tornou amaldiçoado e e sagrado.



E aí, teriam coragem de visitar a Mina da Passagem?

Conta pra gente aqui nos comentários. Espero muito que vocês tenham gostado desse post inaugural, tenham certeza que iremos trazer muitas histórias assombrosas durante outubro pra vocês.

Durmam com a luz acesa e até a próxima!








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