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Assassins Pride | Crítica


 O Assassino e a Donzela: Uma confusão desesperadora

Olá Startes, como estão?

A temporada de Outono de 2019 dos animes acabou faz pouco mais de 1 mês, tivemos grandes obras, boas surpresas, e é claro, decepções. E a obra que vamos falar aqui não é exatamente uma decepção, já que também não era lá muito esperada que fosse espetacular, mas também ficou longe de ser bom. A crítica de hoje é sobre Assassins Pride!
  • Título Original:  アサシンズプライド (asashin puraido)
  • Criador(a): Kei Amagi
  • Diretor(a): Kazuya Aiura (Miru Tights)
  • Estúdio: Emt Squared (Renai Boukun)
  • Gênero: Fantasia, Drama, Romance
  • Data de Lançamento: 10 de Outubro de 2019
  • Episódios: 12
  • Temporadas: 1

Sinopse / Introdução

A história acontece em volta de Melida Angel, uma nobre de 13 anos de idade, que estuda em um colégio de magia de elite. Ela tem grandes problemas para manifestar mana,  que é necessário para utilizar magia, por isso, ela é sempre mal-tratada e/ou não levada a sério por seu colegas, e até a própria família. Para tentar ajudar em seu misterioso problema, a família Angel ordena Kufa Vampir ao colégio, para ser seu tutor dedicado. Entretanto, há um motivo mais obscuro por trás dessa ordem: Ele deve assassina-lá caso de fato ela não possua mana em seu corpo.
Após uma primeira análise, Kufa confirma de fato que Melida deveria ser eliminada. Entretanto, ele acaba intrigado pela fortíssima determinação de espírito, e insistência de Melida, oferecendo então uma maneira onde Melida possa manifestar sua mana. Assim que Melida começa a aprender a utilizar e controlar sua mana com ajuda de Kufa, ele também abandona sua missão, e começa atrapalhar e apagar rastros para que a família Angel e sua própria guilda não descubram a verdadeira origem dos poderes de Melida.
Entretanto, logo ambos descobrem que apenas manter o seu segredo não será o único desafio que eles terão ao longo dessa jornada.



História e Personagens

Bom, como eu já disse lá no começo, Assassins Pride nunca foi um anime com pretensões de melhor do ano ou algo do tipo, e é assim que ele se apresenta ao espectador.  Um anime de mediano para ruim.
A História creio que seja de longe o ponto fraco. Os primeiros episódios até são bastante interessantes (principalmente o primeiro), já que há um clima de tensão e suspense, assassinatos, um personagem badass, e a clássica donzela que precisa ser resgatada. Só que do meio pro final. a história degringola de uma maneira bizarra. Os episódios ficam desconexos, com várias coisas totalmente diferentes acontecendo de um episódio pra outro, logo a história fica com vários buracos, e consequentemente causando uma bela confusão ao espectador. Além disso, não há uma evolução descente dos personagens, e ah, e os vilões também são muito fracos, pra não se dizer irrelevantes. Aquele clichê básico.
O segundo ponto fraco: Os personagens. Todos eles são MUITO “rasos”, e como já dito acima, eles são muito mal trabalhados, então não há evolução dos mesmos ao longo da história, além também falta de carisma, logo dificilmente você vai criar empatia com algum deles. Algo que é essencial para uma obra de qualidade.
Desses eu posso afirmar que o melhor (ou menos pior) é o tutor de Melida, o assassino Kufa Vampir. Isso porque ele é clássico personagem OP (mas não muito) , sempre naquela postura de badass e ser a “salvação da pátria”, além de sonho de consumo de Melida (é serio, não to brincando). Nem assim ele consegue ser interessante o suficiente para sustentar a obra.


Melida é a garotinha que após o resgate de seu príncipe, é libertada de sua maldição e começa a poder se defender com os próprios punhos. Diferente do que eu esperava, Melida tem personalidade mais composta, calma, porém objetiva. Isso com seus 13 anos de idade é admirável. Falando na sua idade, o romance com Kufa,, juntando umas cenas “sensuais” acaba causando uma certa estranheza. Porque no fim das contas, ela tem 13 anos, e Kufa, 17. Mas ai é de cada um.
Os outros personagens sinceramente são mero coadjuvantes, por isso não acho muito relevante entrar em detalhes dos mesmos (além de ser spoiler). Como a história tem vários buracos, além informações aleatórias vindo na sua cara, você acaba tentando fazer associação das coisas. Ai de repente um personagem que até agora era um mero acompanhante do grupinho, vira uma pessoa super importante para história devido a fatores aleatórios, e depois volta ser um “zé ninguém”, e a obra volta a falar só de Kufa e Melida.  É confuso e estranho.
Eu sinceramente não sei se o material original apresenta das mesmas falhas, mas de qualquer jeito me parece que a obra sofreu severos cortes para ser adaptado em anime, e ai tivemos esse resultado.

Melida e a trupe das suspostas “zé ninguém”

Animação

Aqui temos um ponto positivo. O traço e design dos personagens são bem feitos, e em cenas que ocorrem “zooms” nos mesmos, o traço também é mais detalhado. Entretanto, por mais que seja um anime com um tema suscetível a altas batalhas e animações frenéticos, isso não ocorre, já que o enredo é mais focado no drama, e em conversação, então as cenas de batalha possuem um detalhamento e fluidez aceitável.
O cenário também possuem detalhamento bom (em alguns momentos são bem caprichados), o que até surpreende, baseado na expectativa original dessa obra, e também do estúdio EMT, que não é conhecido por grandes animações (e nem grandes obras).



Trilha Sonora

Outro ponto mediano pra ruim. A trilha sonora pode ser descrita com o ditado popular “não fede e nem cheira”. Ou seja, não agrega nas cenas com mais tensão ou drama, porém também não incomoda..  Isso também é valido para os temas de abertura e encerramento. Porém, baseado na perspectiva da obra no geral, é o suficiente.


Conclusão

Com um começo impressionante e final tenebroso, Assassins Pride vale a pena somente se você gostar de qualquer animes em geral, não se importando muito se são ruins ou bons, ou queira ver uma obra aleatória sem compromisso com nada. Caso contrário, há muitas melhores opções de gêneros iguais, histórias clichês parecidas, que vão te divertir bem mais.

não chora não, a realidade é dura.


NOTA: 2,0/5,0



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