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Bom dia, Verônica | Resenha


Era o primeiro dia do fim da minha vida.


Olá, tudo bem?

O livro Bom Dia, Verônica é, sem sombra de dúvidas, um grande marco do suspense nacional. Para quem não sabe, o livro foi publicado em 2016 e se tornou uma referência para autores do gênero. O livro, no entanto, possui uma excentricidade: Ele foi escrito por Andrea Killmore. Exato, você nunca havia ouvido falar dela até então. Uma tímida nota de rodapé diz que todo o contato com a editora foi feito através de seus advogados e ninguém nunca viu seu rosto. Apesar de todo o sucesso arrecadado com seu livro de estreia, Andrea não escreveu mais nada e sua identidade ainda se manteve um mistério até que a Darskide resolve relançar o livro, agora em capa dura (bem ao estilo caveirinha de ser). Na capa, uma grata surpresa. Andrea Killmore é um pseudônimo de dois autores já conhecidos de nosso público. Raphael Montes (O Vilarejo, Jantar Secreto e Uma Mulher no Escuro - cuja resenha você pode ler clicando aqui) e Illana Casoy (Arquivos Serial Killers) se juntaram e criaram uma verdadeira história de suspense, repleta de reviravoltas e tensão.

Hoje é dia de conversarmos sobre Bom dia, Verônica. Vamos lá?


Título Original: Bom dia, Verônica
Autor: Andrea Killmore (Raphael Montes e Illana Casoy)
Editora: Darkside
Gênero: Suspense, Thriller
Data de Publicação: 30 de novembro de 2016
Número de Páginas: 256
Sinopse: A rotina da secretária de polícia Verônica Torres era pacata, burocrática e repleta de sonhos interrompidos até aquela manhã. Um abismo se abre diante de seus pés de uma hora para outra quando, na mesma semana, ela presencia um suicídio inesperado e recebe a ligação anônima de uma mulher clamando por sua vida. Verônica sente um verdadeiro calafrio, mas abraça a oportunidade de mostrar suas habilidades investigativas e decide mergulhar sozinha nos dois casos. Um turbilhão de acontecimentos inesperados é desencadeado e a levam a um encontro com lado mais sombrio do coração humano.

Verônica Torres vivia uma vida pacata como secretaria do delegado do Departamento de Homícios da polícia de São Paulo. Responsável por cuidar das papeladas e burocracia do local, não via grandes chances de melhorar seu futuro. Um dia enquanto cuidava de seus afazeres, ela observa enquanto uma jovem mulher muito abalada sai da sala de seu chefe, chorando. Na tentativa de acalmar a moça, Verônica descobre que ela fora vítima de um estelionatário que havia conhecido em um site de relacionamentos e que após dopá-la com alguma droga , roubou todo seu dinheiro e fugiu sem deixar rastros. Humilhada e sem outras opções ela havia decidido procurar a polícia, no entanto, ela precisaria de mais provas para que eles começassem a investigar o caso. Ainda muito abalada e se aproveitando de um momento de distração da secretaria, ela se joga da janela da delegacia, morrendo em seguida. Na mesma semana, Verônica recebe uma estranha ligação de uma mulher pedindo ajuda pois seu marido era um serial killer e pretendia matá-la. Os dois casos não possuem nenhuma ligação entre si, mas mexeram no íntimo de Verônica que começa a realizar investigações paralelas por conta própria a fim de descobrir a identidade do homem e fazê-lo pagar por seus atos e também ajudar a misteriosa mulher e encontrar uma saída.

Raphael Montes é um excelente escritor e o mesmo possui um estilo de escrita muito particular. Illana Casoy é uma criminologista de sucesso. Ambos uniram suas forças e trouxeram um dos melhores thrillers policiais que li em minha vida - e olha que foram muitos, vocês sabem. Assim como Uma Mulher no Escuro, uma das obras de Montes - toda a história é ambientada em São Paulo, o que torna a história ainda mais palpável e realista aos nossos olhos visto que a maioria dos suspenses nacionais são ambientados nos EUA, país em que é bem comum a ocorrência de assassinos em série. A trama da obra é muito original e busca explorar inúmeros temas a medida que sua narrativa se desenvolve. Verônica, desacreditada que a polícia pode de fato ajudar essa mulheres, mergulha em suas investigações particulares, levantando provas e adentrando em um universo cada vez mais perturbador. Com a coleta de provas, Verônica descobre que a moça que cometera suicídio foi vítima de profissional que já havia enganado diversas mulheres, assumindo identidades distintas e aplicando o golpe por toda São Paulo. Determinada a pegar o canalha, Verônica cria um perfil falso em uma rede social para relacionamentos e começa a filtrar seus pretendentes, analisando os perfis para encontrar pontos em comuns com o estelionatário. Ao mesmo tempo, a secretaria consegue chegar até Janete, a mulher que havia ligado para a delegacia solicitando sua ajuda Ela então passa a investigar sua família e seu marido, na tentativa de definir se ele é ou não, um matador em série.

A vida é assim: você faz cem coisas certas, mas os sacanas só se lembram de uma coisa errada. É injusto pra caramba, e injustiça dói na alma. 


A obra consegue mesclar e intercalar os temas principais de maneira muito eficaz em que o leitor é facilmente atraído para a teia de eventos que ligam Bom Dia, Verônica. O livro ainda se prõpoe e discutir temas que estão muito em alta hoje em dia, como corrupção em órgãos públicos, exposição em redes sociais, abusos e violência doméstica, dentre outros. O resultado é um livro extremamente coeso e envolvente em que a cada novo capítulo você se sente mais imerso na história principal e em suas sub-tramas. Nesse ponto, é válido destacar que o sucesso dessa narrativa complexa se dá pelo excelente conjunto de personagens, tanto os principais quanto os secundários. Todos possuem o aprofundamento certo para despertar a empatia do leitor, principalmente Janete, uma jovem mulher que vive um relacionamento abusivo e sofre nas mãos de seu marido autoritário e violento. A própria Verônica é o grande destaque da obra e a mulher exerce uma função dupla em sua vida, uma vez que o livro descreve o quão difícil é para uma mulher conciliar o seu papel em seu trabalho e ainda cuidar da casa, dos filhos e do marido. A personagem rapidamente desenvolve uma conexão com as duas mulheres e se envolve nos casos, adotando métodos pouco convencionais e utilizando algumas de suas vantagens por trabalhar na polícia para resolver os casos. Nesse ponto, surge uma terceira profissão à Verônica: A mesma se transforma em uma justiceira que faz justiça com as próprias mãos, uma mulher forte e segura de si. 



Como citei acima, Bom dia, Verônica é uma obra autêntica e que me surpreendeu muito positivamente: Eu me vi agarrado na história e só pensava em ler mais e mais. É uma leitura densa e pesada, não vou enganar vocês. Algumas cenas são bem explícitas e repulsivas, mas que foram brilhantemente executadas pelo profissionalismo dos autores. Thrillers costumam ser muito bons, porém, acabam pecando em seus desfechos, no entanto, a obra se finaliza de maneira incrível e ainda mais surpreendente. Fiquei sem palavras. É a melhor definição para esse final. E para esse livro. E para esses personagens.


Nota: 5,0/5,0 

Espero que vocês tenham gostado da resenha de hoje e se aceitam um conselho meu: Leiam esse livro! Não se esqueçam de deixar seus comentários e de nos seguirem em todas as redes sociais.

Nos vemos por aí.

Tchau.





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