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O Homem Invisível | Crítica

 O quanto você está paranóico?


Fala Startes! Tudo certo?

Finalmente com um filme atual, venho contar um pouco da minha experiência com o novo filme O Homem Invisível, e devo dizer à vocês que foi uma grata surpresa. Bora falar do filme?

Título Original: The Invisible Man
Data de Estreia: 27 de fevereiro de 2020
Direção: Leigh Whannell
Roteiro: Leigh Whannell
Gênero: Fantasia, Terror e Suspense
Produtora(s): Blumhouse Productions, Goalpost Pictures, Nervous Tick
Duração: 2h 05min
Sinopse: Depois de forjar o próprio suicídio, um cientista enlouquecido usa seu poder para se tornar invisível e aterrorizar sua ex-namorada. Quando a polícia se recusa a acreditar em sua história, ela decide resolver o assunto por conta própria.

A Crítica abaixo será totalmente livre de spoilers!
 
A Universal, depois de abandonar a ideia do Dark Universe, teve uma nova estratégia onde eles investiriam na visão individual de diretores para recontar histórias clássicas. Começando com Leigh Whannell (Sobrenatural e Jogos Mortais), Whannell ficou responsável pela direção do longa baseado no personagem de H.G. Wells.

O filme conta a história de Cecilia (Elisabeth Moss), uma mulher que foge de um relacionamento abusivo com o gênio da ótica e milionário Adrian (Oliver Jackson-Cohen) e tenta lidar com todos os traumas desse relacionamento abusivo. Após receber uma notícia em que Adrian havia cometido suicídio, Cecilia começa a tentar viver sua vida normalmente, porém ela começa a testemunhar acontecimentos sinistros que a fazem suspeitar que, na verdade, Adrian não está morto. Com essa pequena sinopse do filme, vocês podem estar esperando um elevado terror psicológico onde o diretor brinca com a existência de alguém ali ou se a personagem está de fato ficando maluca, entretanto  Whannell não quis deixar que esse fosse o caso, logo nos primeiros atos ele já deixa claro que DE FATO existe alguém ali, ele só está invisível. Isso não faz o filme ser ruim, mas deixa uma leve decepção pelo terror psicológico não ter sido mais bem explorado dentro do filme.

Na abertura do filme, porém, o diretor já deixa claro o clima que ele quer trazer para o longa onde mostra Cecilia escapando lentamente da casa de Adrian, na ponta dos pés e deixando nós na ponta da cadeira esperando um jumpscare leve.

Em minha humilde opinião, eu dividiria o filme em 2 partes: "O filme de terror" e o "filme de ação" na primeira metade do filme, temos um filme que investe levemente em um terror psicológico, juntamente de uma trilha sonora marcante de Benjamin Wallfisch (IT, Blade Runner 2049) onde ele tenta criar um clima de tensão a todo momento, fazendo você buscar em cada cena pistas de onde Adrian está. E da metade pra frente, nós temos um frenesi clichê de filmes de ação com uma pitada de jumpscare.

A performance impecável de Elisabeth Moss faz um ótimo trabalho em nos fazer sentir cada sentimento que a personagem está sentindo: Torcer, chorar e vibrar com Cecilia é quase que instintivo devido a convincente atuação.

A ideia do filme funciona, Whannell brinca com o conceito de "monstro" ao mesmo tempo em que traz um terror da "atualidade" para o filme, entretanto ele claramente ficou dividido em um filme de ação e um filme de terror/Suspense. Apesar disso, O Homem Invisível ainda cria emoções reais, adicionando tensão, sustos e confrontos de nos deixar pulando na cadeira. Mesmo com seus erros, o filme é um ótimo inicio para os remakes de histórias clássicas que a Universal quer fazer.

O que será que o futuro nos aguarda?

NOTA: 3.5/5.0



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