Banner-Site-fw-fw

Você - Segunda Temporada | Crítica



Todos somos um pouco quebrados.


Oi, Starters! Tudo bem do lado daí?

Conforme prometido, trago aqui para seu deleite a crítica da segunda temporada da Você (You) - série do canal Lifetime, distribuída pela Netflix e que teve sua segunda temporada lançada no finalzinho de 2019. Se você ainda não viu a crítica da primeira temporada, PARA TUDO e clique aqui, leia, comente sua percepção e depois volta aqui pra aproveitar a experiência completa.
Conforme eu já comentei no post da crítica da primeira temporada, a série é baseada em 2 romances da escritora Caroline Kepnes: You (Primeira temporada) e Hidden Bodies (Segunda temporada). Ao fim da segunda temporada tive indícios fortes de uma terceira temporada – a qual a Netflix já confirmou e está prevista para 2021. Os produtores da série estão somente no aguardo do lançamento do próximo livro.
A segunda temporada traz a construção da história bastante parecida com a primeira. Temos a repetição de estilos de personagens anteriores em novas versões. Contudo, ao mesmo tempo que a série traz uma repetitividade no plot central, mostra de certa forma a evolução de Joe como personagem em algumas vertentes de sua personalidade. Joe vem com o mesmo perfil obcecado, sociopata e stalker, mas agora traz uma mentalidade um pouco diferente, tentando ser mais criterioso e empático em suas ações e com um toque a mais de moralidade em seu caráter. Considerei essa tática um tanto irresponsável com o público, haja vista que aquela conexão e simpatia que por vezes criamos com Joe na primeira temporada, reverbera de forma mais pungente na segunda temporada. E apesar do carisma de Joe, não podemos esquecer que ele É SIM um sociopata. 
  Título Original: You (Season 2)

Ano produção: 2019

Dirigido por: Kevin Rodney Sullivan e Silver Tree

Estreia: 26 de Dezembro de 2019 (Brasil)

Duração: 488 minutos

Classificação: 16 anos
Gênero: Drama, Suspense, Thriller
Países de Origem: EUA 
Sinopse: Após os eventos de Nova York, Joe (Penn Badgley) se muda para Los Angeles onde conhece Love Quinn (Victoria Pedretti), uma gerente de produtos em uma mercearia de alto nível que logo lidará com um sofrimento profundo após se aproximar do bibliotecário.
Na segunda temporada, após o desfecho de seu romance com Beck, Joe (Penn Badgley, que atua como o Dan em Gossip Girl) vem com uma nova identidade:  Will Bettelheim. No entanto, esse não é um nome aleátorio inventado por Joe. Na realidade trata-se da identidade que ele roubou de outra pessoa. Pronto para recomeçar a vida e focado a não cometer os erros do passado – nem mesmo o de se apaixonar novamente –, Joe se muda para Los Angeles, mas não demora muito até encontrar sua nova obsessão, Love Quinn (Victoria Pedretti, a Nellie da A Maldição da Residência Hill).
Diferentemente de Beck, Love é uma mulher sagaz que traz consigo uma bagagem – deveras conturbada – de experiências e vivências. Love é mais intensa, com uma história mais envolvente e ao mesmo tempo que parece frágil e mostra necessidade de cuidado e proteção, ela é forte e cuida do irmão gêmeo e dos dramas familiares com afinco. O encontro dos dois se dá quando Joe procura emprego em uma cafeteria/restaurante/livraria logo após iniciar sua vida na nova cidade. Aparentemente, fica a dúvida se esse encontro é mera coincidência, mas seria inocência nossa achar que para Joe existem encontros realmente casuais.
A primeira diferença da personagem Beck para Love surge aí. Love é mais acessível com Joe. Ela flerta com ele de cara, tornando o processo de conquista muito mais exequível para Joe. Dessa forma, Joe não precisa mover muitos obstáculos para se aproximar dela, afinal, ela está sempre disponível para ele. E é a partir daí que surge a segunda diferença quando comparamos a primeira com a segunda temporada: É Love quem dá o primeiro passo para o início de um romance com Joe. Love não fica na posição de vítima dele em quase nenhum momento de série. Ela é bastante diligente em suas tomadas de ação e não tem a ingenuidade exacerbada de Beck. Ponto para a nova personagem! O maior desafio de Joe no decorrer da trama não foi manter Love próxima à ele, afinal ela se atava à sua volta por amor e bel-prazer. Seu revés real foi sustentar sua nova identidade - que gera um plot twist bem interessante na série -, seu passado e suas ações por causas, na sua mente sociopata, benevolentes.

Mas não demora muito até começarmos a perceber que, apesar do pano de fundo bem semelhante à anterior, a nova temporada explora os personagens de uma forma muito mais febril. Love não segue o mesmo perfil de Beck. Joe/Will e Love convencem de verdade como casal e têm muita química. Parece que entre eles as peças se encaixam. Preste atenção à esses detalhes, pois são eles que dão um tom muito mais sombrio à trama.
Outro ponto interessante é a presença de  flashbacks da primeira temporada e até mesmo da segunda temporada explicando como algumas coisas aconteceram, o que torna essa viagem no passado-distante, passado-recente bem elucidadora e ata todas as pontas da série até então, não deixando nós soltos. Através desses saltos ao passado de Joe, a série aborda a sua infância e os motivos que moldaram seu caráter e personalidade. E acredite, isso faz Joe parecer ainda mais humano e compreensível do que antes.


Os novos personagens e suas relações também são melhor explorados que os da primeira temporada. Ellie (a nova adolescente protegida de Joe), Dellilah (a vizinha problemática) e Forty (irmão gêmeo de Love) são personagens bem construídos, com histórias de vida que retratam alguns problemas da sociedade como pedofilia e uso de drogas e que dão ainda mais vida e valor à trama. Considero de suma importância a abordagem de assuntos paralelos com tanto peso em qualquer ficção. É importante criar um link com o enredo da trama e absorver algo além do entretenimento.

Por fim, a atuação de Penn continua envolvente e magnética, desenvolvendo todas as facetas de seu personagem com primazia. Sabemos que não devemos torcer pelo vilão, mas nessa temporada confesso que genuinamente bonzinho ninguém é. Joe realmente se mostra mais meticuloso ao escolher suas vítimas e ele realmente foca em quem, ao seus olhos, merece. Mas o ponto alto de atuação fica para Victoria Pedretti que dá vida à personagem Love de uma forma fantástica. Ela passeia entre as emoções de Love de forma extremamente lídima e entregue. 

A segunda temporada traz várias reviravoltas no decorrer dos capítulos e por fim nos mostra que nem sempre o que somos pro mundo é o que gostaríamos de ver no outro. Só não vou  avaliar da mesma forma que a primeira temporada por que, apesar de ter sido contagiada pela grata surpresa do novo elenco e suas atuações, a trama poderia ter sua duração mais condensada, pois a série acaba se alongando em certas cenas e acontecimentos mais do que o necessário.
Nota: 4,0/5,0
 E você, curtiu a segunda temporada de Você? Já está ansioso para o lançamento da próxima? Comenta aqui!
Até mais!

Postar um comentário

0 Comentários